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Cultura

Aulas on-line de musicalização continuam na 3ª edição do Projeto Orquestrando Talentos

Ação é realizada desde 2015, onde crianças e adolescentes da rede pública de ensino de Erechim participam de aulas de musicalização, integrando coral, aulas de instrumentalização e orquestra

Professor Murilo Andreolla
Aluno Eduardo dos Santos Xavier
Professor de bateria e percussão Luiz Henrique Bernardon
Professora Márcia Ferreira com seus alunos em uma aula de canto
Professora Márcia Ferreira
Por Da redação/ Ascom
Foto Ascom

A Orquestra de Concertos de Erechim (OCE), que em junho deste ano completou 70 anos de atuação, prossegue com as aulas on-line de musicalização para crianças e jovens dentro do Projeto Orquestrando Talentos 3ª Edição. Após a paralização por algum tempo, devido a pandemia do novo coronavírus (Covid-19), as aulas estão sendo realizadas semanalmente por meio da internet e de forma gratuita.

O professor de violino no projeto, Murilo Andreolla, especialista em Educação Musical, Bacharel em Música pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), está ministrando aulas de forma remota e, eventualmente, envia vídeos dando feedback aos alunos.  Atualmente, ele conta com oito aluno e diz sentir um pouco de dificuldade nas aulas em razão do delay (atraso no tempo de transmissão). Durante as aulas, Andreolla repassa exercícios técnicos para trabalhar a agilidade dos dedos e também o arco. De acordo com ele, são mais de 75 variações e em algumas situações os alunos relutam para repetir, mas ele relaciona: “é como fazer um bolo, se queimar, tem que fazer toda a receita novamente, voltar ao começo”.

Murilo é educador musical, professor de violino, viola, teoria musical, harmonia e é regente, além de proprietário da Escola Violando, com mais de 60 alunos. Toca desde os 5 anos e relembra que começou na OCE, com o maestro Aldo Hass.

Um de seus alunos, Mauricio Viegas de 25 anos de idade, toca na OCE há três anos. Para ele, vale as aulas on-line valem a pena. “É melhor do que não ter”, afirma.

Percussão

O professor de bateria e percussão Luiz Henrique Bernardon, graduado pela Universidade de Passo Fundo (UPF) também integra o Projeto Orquestrando Talentos 3ª Edição. Aos nove anos de idade já tocava em uma banda, hoje, com 27 anos, além de seguir tocando, dá aulas para crianças a partir dos cinco anos até a faixa etária adulta. Para ele, a dificuldade nas aulas on-line é a impossibilidade de realizar um trabalho em grupo, devido ao atraso no áudio provocado pela internet. “Trabalho leitura musical, técnica e repertório”. Segundo o professor, para aprender percussão não é necessário comprar uma baqueta. “Pode ser uma almofada que tiver em casa”, informa, mas quem estiver mais avançado ele aconselha comprar o equipamento, que é barato, pois ajuda ter uma técnica. As aulas são individuais e a média de duração é de 45 minutos até 1h.

De acordo com Luiz Henrique, as aulas remotas dificultam um pouco a interação com o aluno, porém é melhor do que ficar parado. “A tecnologia vai dizer se a aula será boa ou não, o conteúdo não vai mudar, o problema é que às vezes, temos que mudar o plano de aula, por conta da internet”, desabafa.

Para o aluno Eduardo dos Santos Xavier, esse projeto é importante, pois permite que durante o período de pandemia, os alunos consigam manter o contato com a música. Eduardo de 28 anos de idade, é cantor, toca violão, e iniciou recentemente aulas para aprender percussão.

Canto

A professora Márcia Ferreira, licenciada em Música pela Universidade de Passo Fundo (UPF), é responsável pelas aulas de canto, no Projeto Orquestrando Talentos. Atualmente ela é regente do Coral Madrigal na OCE, instrumentista, professora de piano, teclado, violão, flauta doce, teoria musical e musicalização infantil.

Desde agosto deste ano, está dando aulas de canto on-line para sete alunos. Ela trabalha relaxamento muscular, do corpo e da face e exercícios de respiração e vocais. Durante as aulas, Ferreira inicia com técnica vocal e depois músicas e vozes.  Além disso, trabalha com três vozes, adaptando as músicas e o repertório, trabalhando com o número de pessoas do coro.

Para ela, as aulas presenciais não se comparam com o sistema remoto. “O som é indiscutível”, revela. Ela também atua gravando vídeos para os alunos, separa as vozes e em uma aula on-line tenta acompanhar. Segundo a professora o som não fica tão nítido e há demora no retorno.

Elizabete Kieling Faggion, de 60 anos de idade, iniciou as aulas em março e diz que presencialmente as aulas são melhores, com mais praticidade e rendimento. Ela nunca teve aula, porém cantava no coro da igreja.

Já Maurício Pasquali, de 24 anos de idade, afirma que já cantava em coros da cidade, e, por este motivo, nas aulas on-line o som não fica perfeito. “É difícil o retorno do som”, esclarece.

Orquestrando Talentos

O Projeto Orquestrando Talentos 3ª Edição teve aprovação junto ao Ministério do Turismo – Secretaria Especial da Cultura por meio da Lei de Incentivo à Cultura, no início desse ano, e conta com o patrocínio de diferentes empresas da cidade e região.

O Orquestrando Talentos, vem sendo desenvolvido desde 2015, quando foi aprovada a primeira edição, onde crianças e adolescentes da rede pública de ensino de Erechim participam de aulas de musicalização, integrando quatro diferentes Grupos: Madrigal (coral), Aulas de instrumentalização, Orquestra Escola e Orquestra de Concertos de Erechim.

 

 

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