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Saúde

Indisposição para se exercitar pode significar falta de nutrientes essenciais

Desmotivação pode ser fruto de maus hábitos alimentares e carência de vitaminas

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Exercícios são importantes para a saúde
Por Assessoria Carti
Foto Divulgação

Desmotivação pode ser fruto de maus hábitos alimentares e carência de vitaminas

Sentir aquela fraqueza depois de um longo dia de trabalho e deixar o exercício físico para depois devido ao cansaço é completamente normal, porém, quando a falta de motivação se torna um empecilho constante é hora de ficar atento: a frequenta falta de energia pode ser um indicador de que algo não vai bem no organismo. Muitas vezes associado à distúrbios psicológicos como stress e depressão, a sensação contínua de fadiga também pode estar ligada à fatores menos perceptíveis como carências nutricionais, sono inadequado, problemas hormonais, entre outros. Nesses casos, a falta de motivação pode atingir desde pessoas comuns à praticantes regulares de atividades físicas.

Esses sintomas muitas vezes surgem em decorrência da falta de cuidados com a alimentação e dietas rigorosas, prejudicando o desempenho mesmo em atividades simples. Essencial para oferta de energia para o corpo, a dieta é base tanto para o alcance dos objetivos da atividade física, quanto para a manutenção da saúde. Seu desequilíbrio pode influenciar na performance e na própria disposição para cuidar do corpo.

Energia começa na mesa

Uma mito disseminado principalmente entre aqueles que desejam emagrecer é que o termo dieta significa privação. É bem verdade que aqueles que desejam perder peso devem reduzir a ingestão calórica, e aqueles que desejam ganhar massa muscular devem ingerir mais proteínas. Porém, a questão principal é que sem a oferta adequada de energia, a prática de exercícios se torna exaustiva para ambos. 

A ingestão de carboidratos tem papel fundamental na oferta de energia: quando digeridos esses alimentos são armazenados na forma de glicogênio – uma combinação molecular de glicose. Por isso a nutricionista alerta, “privar-se desse tipo de alimentos ou reduzir drasticamente sua oferta pode comprometer a força necessária para desempenhar atividades diversas. Levando a situações adversas como perda de massa muscular e a consequente queda do metabolismo, situação em que o corpo reduz o ritmo das funções orgânicas afim de preservar a energia para as funções vitais.” – explica Sinara.

Os sais minerais também são fundamentais para o equilíbrio do metabolismo. A deficiência de ferro, por exemplo, pode acarretar no surgimento da anemia – situação na qual a concentração de glóbulos vermelhos no sangue é reduzida drasticamente, comprometendo o transporte de oxigênio no organismo. O processo de oxigenação muscular, é essencial para que as contrações do tecido sejam executadas, por isso sintomas como cansaço, fraqueza e falta de ânimo são comuns em pessoas anêmicas.

Rotuladas como vilãs, as gorduras também são indispensáveis, mesmo nas dietas de perda de peso. Além de serem outra fonte importante de energia para o corpo, algumas vitaminas dependem da presença de lipídeos para serem absorvidas pelo organismo. “A grande ressalva é que, assim como os carboidratos, devem ser consumidas de maneira equilibrada e qualitativa, sempre optando pelas gorduras boas”. – explica Sinara.

As proteínas tem um papel importante no ganho de força: a construção de diversos tecidos, inclusive os músculos, são produzidos pelo organismo a partir da presença de aminoácidos. Alguns deles são essenciais, ou seja, não são produzidos pelo organismo e precisam ser supridos através da alimentação.

Dicas para manter-se motivado

  • Não pule refeições: inicie seu dia com um bom café da manhã. Pesquisas indicam que uma boa refeição logo pela manhã auxilia na oferta de energia durante todo o dia;
  • Adote o lema “devagar e sempre”: não faça mudanças radicais difíceis de manter, vá se adaptando à pratica física aos poucos, dentro do seu ritmo. É a melhor maneira de manter-se saudável e não abandonar o objetivo;
  • Durma bem: o descanso é fundamental para repor as energias do organismo e também para a reconstrução muscular;
  • Faça lanches intermediários: alimentar-se a cada 3 horas mantém os níveis de glicose equilibrados e evita a fome abrupta, que leva à refeições exageradas;
  • Procure atividades que lhe dão prazer. Não gosta de academia? Faça caminhadas ao ar livre, hidroginástica, pedalada, etc. Existem atividades físicas para todos os gostos;
  • Nunca treine em jejum: a falta de glicogênio pode levar o organismo à consumir tecido muscular como fonte de energia, reduzindo sua massa magra. Faça sempre um lanche pré-treino.
  • Respeite o limites do seu corpo: não mude a intensidade dos seus treinos sem a ajuda de um profissional: você pode sobrecarregar seu corpo e se expor à situações de risco;
  • Alimentos energéticos podem ajudar a aumentar a oferta de energia, porém é preciso sempre seguir a orientação de um profissional de saúde;
  • Se perceber que a falta de energia é constante e os sintomas frequentes, procure um médico.

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