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Saúde

Atendimento domiciliar: profissionais relatam sobre o serviço na pandemia

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Por Izabel Seehaber

O Atendimento Domiciliar foi desenvolvido para que os pacientes pudessem fazer a transição do cuidado para o próprio lar. Desse modo, é possível continuar ou finalizar o tratamento no conforto de casa. Isso faz com que se evitem algumas hospitalizações, além de propiciar a diminuição dos riscos de infecções. Na Unimed Erechim é oferecido esse serviço e o principal foco é atender as pessoas que não conseguem se dirigir até o hospital ou à clínica.

Para debater melhor o assunto, o repórter Rodrigo Finardi mediou um debate na semana passada. O espaço tem o apoio da Unimed Erechim e do Instituto Unimed.

A oportunidade contou com a participação da geriatra e clínica geral, Clarissa Molossi, além da coordenadora assistencial do Hospital Unimed, Cristiane Macioroski, a fisioterapeuta, Kellin Daneluz Delai e a enfermeira, Joseane Marciniak.

Como funciona?

A coordenadora assistencial do Hospital Unimed, Cristiane Macioroski, explicou que o ponto de partida para o atendimento domiciliar é o pedido médico encaminhado à Unimed ou um laudo, solicitando o serviço. Logo após, um fisioterapeuta ou enfermeiro vai até a residência para fazer uma avaliação e conhecer melhor as necessidades do paciente e, a partir desse conhecimento, alinhar como será o atendimento e a participação da família. “Desse modo, é possível diminuir o tempo de internação ou até mesmo evitá-la. Muitas vezes o paciente está no conforto do lar e recebe todo o suporte que necessita, dando continuidade ao tratamento. O atendimento é personalizado conforme a necessidade de cada um, sendo esse, mais um benefício que os pacientes da Unimed possuem”, ressaltou.

Reabilitação depende de várias especialidades

A especialista, Clarissa Molossi, relatou que sempre foi muito adepta ao atendimento multidisciplinar e com a pandemia essa questão ganhou um destaque ainda mais expressivo. “Sempre atendi nesse formato, pois a maioria dos meus pacientes integra o público idoso. Geralmente quando eles são atendidos em casa, tem mais de um problema a ser resolvido. Sendo assim, o médico sozinho não consegue solucionar, pois há um processo de recuperação e reabilitação que depende de outras especialidades. A pandemia valoriza ainda mais esse tipo de serviço que já existia e cuja importância está mais evidente”, destacou.

Dra. Clarissa enfatizou que a pandemia causou mudanças expressivas na rotina das pessoas, e muitas estão com medo. Nesse contexto, ela salientou que: “ao podermos fazer uma visita ao paciente e passar essas orientações, podemos propiciar uma tranquilidade muito maior”, citando, ainda, que é muito frequente os pacientes apresentarem crises de ansiedade nessa fase e, entre as principais complicações à saúde, em paralelo à covid-19, está o impacto emocional.

Do mesmo modo, a geriatra reforçou o alerta de que outras doenças continuam acontecendo e podem trazer preocupações, tanto quanto a covid-19.

Foco no atendimento a quem mais precisa

Para a fisioterapeuta, Kellin Daneluz Delai, nesse momento o foco central é levar atendimento a quem mais precisa. “Os critérios do nosso serviço passaram por algumas modificações, contudo, não pararam, tendo em vista que as doenças, os acidentes não deixaram de acontecer. Por isso, todos os cuidados necessários para a segurança nossa e do paciente, foram adotados, e possibilitamos esse serviço ainda melhor, com mais orientações”, comentou.

Segundo Kellin, a partir da pandemia o atendimento domiciliar passou a ser ainda mais reconhecido mundialmente, sendo que, em sua opinião, não deixa de ser uma extensão hospitalar. “Os profissionais assumiram diferentes papéis, vendo o paciente não somente com uma doença ou necessidade de uma técnica a ser administrada, mas de forma global. Com isso, a missão foi levar saúde para as casas, clínicas e hospitais, com profissionais que atuam de forma conjunta, lutando pela vida e sendo presentes no dia a dia das pessoas”, reiterou.

A fisioterapeuta disse que muitos pacientes que se recuperaram da covid-19 desenvolvem um medo expressivo de sair de casa. Então, além da reabilitação, é preciso reinseri-lo na sociedade. “Geralmente no perfil desse paciente está um longo período de internação. Após a alta, ele é orientado sobre a continuidade do tratamento. Muitos apresentam fraqueza muscular, emagrecimento, dificuldade de coordenação, de equilíbrio, falta de ar, comprometimento circulatório. Outro aspecto é a atenção à saúde emocional. Nesse contexto, a empatia no atendimento é fundamental”, acrescentou.

Cuidado dos pacientes com o suporte das tecnologias

O atendimento domiciliar visa o cuidado do paciente e, em meio a isso, a promoção, prevenção e recuperação. Para tanto, a enfermeira, Joseane Marciniak, reiterou que durante esses meses aconteceram adaptações na prestação de serviços, entre elas, a redução das visitas presenciais. Contudo, está mantido o acompanhamento com o suporte das tecnologias, como WhatsApp, vídeo ou mesmo por meio de ligações via telefone. “Do mesmo modo, quando é necessário, apenas um profissional vai até a residência. Tudo para manter a segurança do profissional, do paciente e dos cuidadores.

Seguimos uma linha de cuidado, inclusive na conduta do uso de Equipamentos de Proteção Individual, desde a máscara, o óculos, o avental e todos os outros itens. Também orientamos sobre a importância de reduzir as visitas a esses pacientes”, informou.

Joseane ponderou que, mesmo com todos os impactos negativos da pandemia, o cuidado que se ampliou, refletiu em uma redução expressiva de outros atendimentos, como por exemplo, os relacionados a doenças respiratórias, principalmente em crianças. “Reforçamos, também, os cuidados que devem ser priorizados, tais como a etiqueta respiratória, o ato de evitar o compartilhamento de talheres e outros utensílios, buscar permanecer em casa e, em caso de necessidade, procurar assistência médica”, completou.

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