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Saúde

Covid-19: Erechim, pela terceira vez entra na bandeira vermelha

A AMAU e a prefeitura de Erechim, entrarão com recurso novamente, para tentar reverter a situação

Com nove novas regiões em alto risco, RS chega a 15 bandeiras vermelhas no mapa preliminar da 10ª ro
Por Rodrigo Finardi e Assessoria
Foto Rodrigo Finardi

No início da noite de hoje (10), o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, anunciou as cores das bandeiras, para todas as regiões do estado. E pela terceira semana seguida, Erechim e região são classificados como bandeira vermelha.

Até domingo para pedir reconsideração

Começa novamente, toda a mobilização de entidades e prefeitos, para tentarem reverter a situação. O município tem até domingo (12), às 12 horas, para encaminha recurso. Na segunda-feira, 13, pela parte da tarde, o gabinete de crise, após analisar todos os recursos, divulgará novo mapa, que passará a ter validade a partir de terça-feira, 14 de julho.

Aumento de internados

Mesmo com o aumento da capacidade dos leitos de UTI-Covid, em 50% (de 10 para 15) na Fundação Hospitalar Santa Terezinha, desde sexta-feira passada, o número de internados aumentou, a exemplo de todo o Rio Grande do Sul, que vem batendo recorde a cada dia.

Reunião amanhã

A equipe do governo municipal de Erechim, já marcou reunião para hoje (11) na Secretaria Municipal de Saúde, para discutir o teor que será adotado no recurso.

Medidas mais restritas

Caso Erechim não consiga reverter a cor da bandeira, não poderá ter regras mais brandas que as estipuladas no Decreto Estadual A flexibilização disposta no Distanciamento Controlado aos municípios será permitida apenas em situações de bandeiras amarela e laranja. No caso de medidas mais restritivas, os municípios podem adotar independentemente da cor em que estiverem.

 

Distanciamento Controlado

Com base em evidências científicas e análise de dados, o modelo de Distanciamento Controlado – que está oficialmente em vigor desde 10 de maio, com o Decreto 55.240 – tem o objetivo de equilibrar a prioridade de preservação da vida com uma retomada econômica responsável em todo o Rio Grande do Sul.

 

20 regiões e 105 atividades econômicas

Para isso, o governo dividiu o Estado em 20 regiões e mapeou 105 atividades econômicas. A partir de um cálculo que leva em conta 11 indicadores, segmentados em dois grupos – propagação do vírus e capacidade de atendimento de saúde –, determinou a aplicação de regras (chamados de protocolos) mais ou menos restritas para cada segmento de acordo com o risco calculado para cada região.

Conforme o resultado do cruzamento de dados divulgados de forma transparente, cada local recebe uma bandeira nas cores amarela (risco baixo), laranja (risco médio), vermelha (risco alto) ou preta (risco altíssimo). O monitoramento dos indicadores de risco é semanal.

Somente serviços essenciais

A bandeira vermelha, em essência, impõe restrições mais severas àquelas adotadas em áreas com bandeira laranja. Sendo assim, nas regiões classificadas como bandeira vermelha, somente estabelecimentos que vendem itens essenciais podem estar abertos, mantendo 50% dos trabalhadores. Os demais locais de comércio devem ficar fechados.

 

Restaurantes e lancherias

Restaurantes e lancherias ficam proibidos de receber clientes no local, mas podem atender em sistema de tele entrega, drive-thru e pegue e leve. Nos shoppings, também fica permitido o acesso apenas a serviços essenciais, como farmácias, lavanderias e supermercados, que podem operar com apenas 25% dos funcionários. Fora isso, os shoppings devem permanecer fechados, sem circulação de pessoas.

 

Aulas só de forma remota

As aulas devem ser mantidas de forma remota. Cursos livres, cujo funcionamento seria permitido, com respeito às medidas sanitárias, a partir do dia 15 de junho, devem permanecer fechados, assim como escolas de ensino infantil, fundamental e médio e universidades.

 

Outros serviços vedados

Academias, missas e serviços religiosos, clubes sociais e esportivos (mesmo que com atendimento individual), e serviços de higiene pessoal, como cabeleireiro e barbeiro, por exemplo, passam a ser totalmente vedados.

 

 

 

 

 

 

 

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