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Economia

“Preocupação é a de manter empresas ativas e pessoas com renda”

Afirmação é do presidente da FIERGS. Gilberto Porcello Petry, pela passagem do Dia da Indústria

Mais de 90% do setor industrial no Rio Grande do Sul foi afetado com paralisação na produção ou qued
Por Da Redação
Foto Divulgação

 

A indústria deve tomar a frente na recuperação que o Brasil necessita após superada a grave crise do coronavírus, entende o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (FIERGS), Gilberto Porcello Petry, em manifestação pelo Dia da Indústria, a ser comemorado na próxima segunda-feira, 25 de maio.

 

Medidas para preservar o setor

Para essa retomada ocorrer, porém, será fundamental medidas que preservem o setor, além da continuidade do ajuste fiscal e das reformas estruturais que o Brasil vinha implementando, entre elas a venda de empresas estatais que não são estratégicas para o País. “A preocupação principal é a de como manter as empresas em atividade, sem muitas dívidas, e as pessoas com renda”, afirma Petry.
 

 

Superar dificuldades

O presidente da FIERGS vê o setor no Estado como capaz de contribuir decisivamente para a superação de mais essa dificuldade. “A indústria gaúcha já passou por muitos desafios. Mas este é diferente de todos. Por isso, nossa prioridade é ajudar as empresas e seus empreendedores a enfrentarem este momento”, destaca em mensagem encaminhada aos industriais.  “Neste 25 de maio de 2020, Dia da Indústria, nossa mensagem é de fé e convicção de que vamos superar mais este desafio”, completa.
 

90% da indústria foi afetada

Mais de 90% do setor industrial no Rio Grande do Sul foi afetado com paralisação na produção ou queda na demanda por causa da crise provocada pelo coronavírus. A interrupção das atividades provocou um grande impacto na cadeia de fornecimento do setor industrial no Estado e os dados da produção física mostraram uma queda mensal nunca antes ocorrida.

 

2020: um ano perdido

O recuo foi de 20% em março, na comparação com fevereiro. Nos indicadores da FIERGS, a queda do faturamento das indústrias foi de 7,3% na mesma base de comparação. “É necessário um equilíbrio entre o achatamento da curva do coronavírus e o da economia. Não pode haver o pico da crise do coronavírus e nem o pico da situação de caos na economia”, afirma o presidente, que vê o ano de 2020 como já perdido, com a recuperação ocorrendo a partir de 2021.

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