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Saúde

Gestantes e bebês: o que muda em tempos de pandemia?

Pediatra, Alberto André Pippi Schmidt e o ginecologista, Sérgio Bigolin, orientaram a população durante live nesta semana

Rodrigo Finardi conversou (de modo on-line) com Sérgio Bigolin e Alberto André Pippi Schmidt
Por Izabel Seehaber/ Rodrigo Finardi
Foto Marcos Quadros

Para debater um pouco mais sobre o impacto que o novo coronavírus traz à comunidade de Erechim e região, o Bom Dia realiza uma série de entrevistas ao vivo. Nas quartas-feiras o projeto conta com a parceria da Unimed Erechim.

Nesta semana, o repórter Rodrigo Finardi conversou (de modo on-line) com o pediatra, Alberto André Pippi Schmidt e o ginecologista, obstetra e coordenador do curso de Medicina da URI Erechim, Sérgio Bigolin. O tema central foi: Covid-19 - cuidados para gestantes e recém-nascidos.

Confira a seguir as principais explicações dos especialistas sobre o assunto:

Como a Covid como impactar na gestação?

Dr. Bigolin relatou que, no caso das gestantes, não há um fator de risco estatisticamente conhecido sobre o aumento do número de casos do coronavírus. “Isso é diferente no caso das viroses, como o Zika Vírus que pode levar a problemas como a microcefalias. Por isso, as medidas aconselháveis são as mesmas à população como um todo, tais como distanciamento social e higienização”, pontuou.

Segundo ele, o impacto maior é no aspecto psicológico. Isso porque, muitos casais que pensavam em ter filhos nesse período, já estão adiando os planos. Por isso o cenário pode alterar esse planejamento.

Do mesmo modo, nas situações em que há uma gestação em andamento, não restam dúvidas de que possa ocorrer uma insegurança, principalmente nas futuras mamães.

Contudo, o especialista afirmou que, conforme as orientações preconizadas até o momento pela Organização Mundial da Saúde, exceto a virose ocasionada pelo HIV, não há necessidade de mudar a via de parto da gestante e do profissional que a acompanha. Isso inclui, ainda, a participação do pai no momento do trabalho, tomando todas as medidas protetivas. “As gestantes, principalmente no fim da gravidez, tem uma defesa imunológica muito grande. Por isso, orientamos as pacientes que evitem aglomerações, contato muito próximo com outras pessoas e sigam todos os demais cuidados preventivos”, assinalou Bigolin.

Cuidados de recém-nascidos

O pediatra Alberto André Pippi Schmidt, relatou que não há, até o momento, uma transmissão vertical do coronavírus, quer dizer, aparentemente o bebê não sofre alterações no desenvolvimento, sem riscos de má formações congênitas.

Do mesmo modo, os testes realizados até o momento, sinalizam que o coronavírus também não está no leite materno.  “Sendo assim, a mãe que está com a covid-19, pode amamentar, observando algumas questões, como a condição geral de saúde”, comentou.

Na hora do parto

De acordo com o especialista, no caso das gestantes que estejam com o vírus, toda a equipe do hospital deverá estar ainda mais preparada. “A mãe tem que estar de máscara, o ambiente isolado, entre muitos outros cuidados. O bebê deverá ser mostrado para a mãe (sem contato muito próximo) e será levado em uma incubadora de transporte à um local específico para dar toda a segurança. Se o bebê nascer de parto normal, a indicação é que seja dado um banho. A mãe ficará em um quarto isolado”, orientou.

Incidência menor em crianças

Estudos mostram que a incidência do novo coronavírus em crianças e adolescente (10 a 18 anos), é menor em comparação ao público adulto. Porém, o assunto é muito novo.

Schmidt frisou que vários aspectos podem ser considerados. “Um deles é que o coronavírus tem uma espécie de coroa e, por sua vez, uma chave. Acredita-se que as crianças tenham menos portas de entrada nas células do aparelho respiratório, por exemplo, e por isso, os vírus teriam mais dificuldade de ter esse contato. Porém, isso ainda está em análise”.

O pediatra acrescentou que a maioria das crianças pode ser assintomática, mas outras podem ter sintomas “comuns” de resfriado e outros. “Por isso que as vezes é difícil fazer o diagnóstico. De qualquer forma, elas podem transmitir a outras pessoas. Contudo, ainda não se sabe se elas transmitem mais que adultos ou não”, ressaltou.

Vacina contra a gripe

Novamente os médicos salientaram a importância da imunização contra a gripe, cujos benefícios se ampliam diante da pandemia. “A vacinação é fundamental para prevenir as patologias mais comuns, por exemplo. Estudos e diretrizes apontam que o H1N1 é mais complicado para as crianças que o próprio coronavírus”, alertou o pediatra.

De modo geral, ele reitera que, em um momento tão diferenciado, devemos fazer distanciamento social, usar a máscara, efetuar todas as medidas de higiene e aguardar a chegada de uma vacina.

 

 

 

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