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Economia

PIB nacional cresce 0,6% em relação ao 2º trimestre

Economista e professor do IFRS-Erechim, Arnaldo Moscato, avalia o resultado

Uma das políticas que pode ter estimulado o crescimento, aponta o economista, é a baixa na taxa de j
Por Salus Loch
Foto Ilustrativa

O Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 0,6% no 3º trimestre do ano impactado pelo aumento do fluxo de investimentos no país, o agronegócio e consumo das famílias. Os dados foram divulgados pelo IBGE na manhã de ontem (3). Em valores correntes, o PIB alcançou R$ 1,842 trilhão no 3º trimestre de 2019, sendo R$ 1,582 trilhão referentes ao Valor Adicionado e R$ 259,7 bilhões aos Impostos sobre Produtos Líquidos de Subsídios.

Conforme o economista e professor do IFRS-Erechim, Arnaldo Moscato, o crescimento do PIB é um sinal positivo que indica, apesar de tímida,  uma leve tendência de recuperação da economia brasileira no período, depois de sucessivas quedas e de resultados abaixo do esperado. 'Eessa pode ser uma notícia que traz esperanças', resume Moscato.

Uma das políticas que pode ter estimulado o crescimento, aponta o economista, é a baixa na taxa de juros SELIC. 'Uma análise que pode ser feita é a de que, com a queda dos juros, as pessoas e as empresas preferem aplicar seus recursos em negócios reais e no consumo, em virtude do baixo rendimento das aplicações financeiras decorrentes da queda da SELIC', observa.

Um efeito importante desse resultado, reforça o professor, é relativo às expectativas para os próximos meses, que são afetadas positivamente pelo aumento da confiança, estímulo aos empresários que passam a investir um pouco mais do que investiriam, o que pode melhorar o nível de emprego com consequência no consumo e novo aumento nos indicadores de crescimento da economia.

'De qualquer forma essa tendência de recuperação precisa ser confirmada nos próximos resultados trimestrais e no resultado de 2019, já que falta fechar o ano com o resultado do último trimestre de 2019, completa Arnaldo Moscato.

 

Saiba mais

A maior alta do PIB no trimestre passado foi da agropecuária com crescimento de 1,3%, seguida pela indústria (0,8%) e pelos serviços (0,4%). O crescimento na indústria se deve às Indústrias Extrativas (alta de 12%, puxada pelo crescimento da extração de petróleo) e à Construção (1,3%). Recuaram no trimestre Eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos (-0,9%) e Indústrias de Transformação (-1,0%).

Nos serviços, os resultados positivos foram em atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (1,2%), Comércio (1,1%), informação e comunicação (1,1%), atividades imobiliárias (0,3%) e outras atividades de serviços (0,1%). Já os recuos foram nas atividades de transporte, armazenagem e correio (-0,1%) e Administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social (-0,6%).

Pela ótica da despesa, a formação Bruta de Capital Fixo (2,0%) e a despesa de Consumo das Famílias (0,8%) tiveram variação positiva. Já a Despesa de Consumo do Governo (-0,4%) recuou em relação ao trimestre imediatamente anterior.

No setor externo, as exportações de Bens e Serviços recuaram 2,8%, enquanto as Importações de Bens e Serviços cresceram 2,9% na mesma comparação.

PIB cresceu 1,2% em relação ao mesmo trimestre de 2018 

Comparado a igual período de 2019, o PIB cresceu 1,2% no terceiro trimestre de 2019; 11º resultado positivo consecutivo. A despesa de Consumo das Famílias teve expansão de 1,9%, explicada pelo comportamento dos indicadores de crédito para pessoa física e pela expansão da massa salarial real. A formação Bruta de Capital Fixo, por sua vez, avançou 2,9% no período puxado pela construção e pela produção de bens de capital. No setor externo, as Exportações de Bens e Serviços caíram 5,5% e as Importações de Bens e Serviços subiram 2,2%, respectivamente, no terceiro trimestre de 2019.

 

           

                                                                                  

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