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Cultura

Tatuagens e o amor pelo registro

Humberto João Ribeiro, de 33 anos, encontrou sua paixão: registrar desenhos no corpo

Humberto João Ribeiro, 33 anos, encontrou sua paixão: registrar desenhos no corpo
Por Nathan Breitenbach
Foto Marcos Quadros

Do artesanato, através das telas pintadas com óleo, às tatuagens, que Humberto João Ribeiro, 33 anos, encontrou sua paixão: registrar desenhos no corpo. Há pouco mais de uma década, o tatuador atende clientes de diferentes faixas etárias em seu estabelecimento, no Studio Doi2 tattoo&body-Piercing, em Erechim.

Início: das telas para o corpo

Natural de Erechim, Ribeiro estudou durante cinco anos na Escola Municipal Belas Artes Osvaldo Engel, onde buscou aperfeiçoar seus desenhos e evoluir como artista. Por mês, o tatuador atende cerca de 80 pessoas no local, onde também conta com a venda de piercing. “Comecei no artesanato já trabalhando de forma manual, produzindo diversos materiais como joias, e devido a paciência que tinha para fazer este tipo de trabalho, um amigo meu deu a ideia para começar com as tatuagens, em meados de 2007”, afirma.

Hora de escolher

Segundo o “Dois”, como é conhecido pela comunidade, a preferência das mulheres para as tatuagens está em desenhos mais delicados. Já o público masculino, opta em grande parte, por imagens que dão um empoderamento maior. “Normalmente a pessoa tem uma ideia e procura registrar algo que tenha a ver com a vida dela. Pode ser uma homenagem, de repente um pet que ela queira relembrar ou um filho”, pontua o tatuador que trabalha com horário agendado.

Além das tradicionais tatuagens, o profissional também atua com a cobertura de cicatrizes (pós-operatório cirúrgico, que necessita da autorização de um médico) por meio dos desenhos. “Procuro tranquilizar bem a pessoa, pois um dos tabus ainda presentes é a questão da dor. Indicamos a pessoa a vir bem alimentada e se ela tem muito receio, o indicado é que tome um relaxante muscular para que fique calma na hora de fazer a tatuagem”, orienta Ribeiro.

 

Aperfeiçoamento e valorização

De acordo com o tatuador, é preciso buscar um profissional que tenha uma história dentro da área da tatuagem e alguém que valorize a arte. Ribeiro diz, ainda, que infelizmente, existem alguns casos de tatuadores que enxergam no ramo apenas mais uma oportunidade de renda extra. “Busquei muitos cursos fora para me aperfeiçoar profissionalmente. A cidade de Chapecó em Santa Catarina, foi muito importante para meu desenvolvimento, onde comecei a buscar especialização. O primeiro prêmio que ganhei, a nível estadual, foi na em Canoas em 2015, onde foi um marco profissional pois, a partir daquele momento, comecei a valorizar o meu trabalho com mais seriedade, devido o reconhecimento. No mesmo ano fiz cursos e participei de uma excursão com outros 14 tatuadores brasileiros, em Formosa, na Argentina, onde ganhamos mais duas premiações”, ressalta. 

União para desenvolver

Com o intuito de melhorar ainda mais a classe dos profissionais da tatuagem, Ribeiro acredita que se tivesse um sindicato ou conselho, com normas diretivas a serem trabalhadas, o trabalho seria mais reconhecido. “Um artista tem que estar em constante evolução, se lapidando com o passar do tempo para melhorar cada vez mais. O trabalho não termina na hora de ir pra casa. Um tatuador que vai buscar o seu melhor, ele atua como profissional 24 horas por dia: captando e coletando imagens para implementar no trabalho”, acrescenta o tatuador.  

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