As baixas temperaturas animam os lojistas que buscam atrair a atenção dos consumidores e o incremento nas vendas
O frio chegou com intensidade do final da manhã de ontem (27), e acompanhado da chuva trouxe boas expectativas para o comércio local. As lojas de vestuário, calçados e roupas de cama já alteraram suas vitrines em busca do cliente que quer garantir bons produtos para se aquecer.
Alguns estabelecimentos já têm registrado aumento nas vendas nesta semana. "As vendas têm sido muito boas nesses últimos dias. As botas da coleção passada estão em promoção o que ajudou também. Mas queremos que o frio dure mais para movimentar também os calçados da nova coleção outono inverno", ressalta a proprietária de uma loja de calçados do centro de Erechim, Gabriela Andretta.
O fluxo maior de consumidores também foi observado em lojas de vestuário. "Desde sexta-feira já percebemos que as pessoas estão buscando agasalhos mais quentes como casacos, jaquetas e artigos de tricô e lã. Com o frio as pessoas buscam mais porque precisam para se proteger" comenta a gerente de uma loja de roupas da Avenida Mauricio Cardoso, Roseli Kolassa.
A expectativa é grande também para o dia das mães, que poderá garantir bons números para o comércio caso o frio permaneça até dia 8 de maio. "A gente depende do frio para vender alguns produtos como lençol térmico, cobertores e mantas. Esperamos atingir as metas e torcemos para que o dia das mães, aliado a esse frio, impulsione também as vendas" almeja a sócia proprietária de uma loja de enxovais na Avenida Sete de Setembro, Carise Sutili Bellé.
Esperança nas fábricas
Não é só para o varejo que o frio representa uma boa notícia. As indústrias de vestuário também esperam que o inverno incentive as compras para movimentar os estoques. "Para nossas indústrias da região o frio é a esperança. A expectativa é que o frio impulsione as vendas dos lojistas, para eles conseguirem vender o que tem em estoque e assim voltar a comprar das indústrias. É um momento delicado porque no ano passado não fez tanto frio e as vendas das industrias caíram entre 40% e 50%, e no verão a crise dificultou ainda mais a situação. É uma época de sobrevivência para as empresas" comentou o presidente do Sindicato das Indústrias do Vestuário do Alto Uruguai, João Carlos de Andrades.
Questão de adaptação
Entretanto não são todos os setores que comemoram esse tempo gelado. As vendas de sorvetes, as casas de festas e os bares sentem nessa época a queda da freguesia. Para o gerente de um ponto de milk shake da Avenida Maurício Cardoso, Luciano Marcos Daniel, é preciso variar os produtos para atrair clientes. "Dias de chuva e vento forte a venda cai bastante. Comparando com um dia de verão de 30 graus, as vendas caem cerca de 70% nos dias de frio. Nessa época a gente precisa variar para ter uma renda a mais e daí nós vendemos pipoca e chocolate quente para ajudar" explica o gerente.