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Saúde

Mamães protegidas, bebês mais saudáveis

Pediatra, Fernando Ferri, destaca que as campanhas tem um papel essencial e os serviços de saúde reforçam o cuidado e a prevenção de vários problemas por meio da vacinação

A partir de 2017 a vacina passou a ser recomendada a partir da 20ª semana de gestação
Médico pediatra, Fernando Ferri
Por Izabel Seehaber
Foto Divulgação/ Arquivo/BD

No fim de semana teve o encerramento da Jornada Nacional de Imunizações, em Fortaleza e a vacinação de gestantes foi apontada por especialistas como fundamental para proteger bebês contra doenças que podem infectá-los antes de chegar o momento da imunização. As coberturas vacinais entre grávidas, apesar de terem se elevado ao longo dos últimos anos, continuam abaixo das metas estabelecidas.

O médico pediatra que atua no Centro Hospitalar Santa Mônica de Erechim e na rede pública de saúde, Fernando Ferri, reforça que a vacinação e atualização da carteirinha é importante para todas as pessoas. No caso das gestantes, é fundamental que estejam em dia especialmente com a vacina contra a gripe (que protege ainda de complicações sérias como a pneumonia), que tomem também a vacina dTpa -  a partir de 20 semanas (que previne a difteria, o tétano - pré-natal; e a coqueluche – no recém-nascido) e as doses contra a hepatite B. “A imunização é muito importante, várias pesquisas já mostraram resultados significativos, pois, mamães protegidas podem ter filhos mais saudáveis. Hoje em dia é amplamente divulgada essa questão e os profissionais orientam sobre como proceder. Do mesmo modo, as campanhas tem um papel essencial e os serviços de saúde reforçam o cuidado e a prevenção de vários problemas por meio da vacinação”, ressalta Fernando.

Conforme o especialista, as futuras mamães devem ficar atentas, ainda, a algumas vacinas que não devem ser feitas durante a gestação. São elas: Tríplice viral e contra o HPV.

Cobertura vacinal no País

Dados apresentados no encontro pelo Programa Nacional de Imunizações mostram que a vacinação de grávidas contra o vírus influenza ficou em 84,6% na campanha de 2019 – abaixo da meta de 90%. No caso da a vacina dTpa, a cobertura em 2018 foi de 62,81%, também inferior aos 95% pretendidos.

A vacinação de gestantes com a dTpa no Brasil começou em 2014, como uma reação ao aumento de casos de coqueluche, que tem incidência considerável entre bebês menores de dois meses – idade mínima para tomar a primeira dose contra a doença. A partir de 2017, a vacina passou a ser recomendada para gestantes a partir da 20ª semana como forma de proteger o recém-nascido.

A taxa de imunização de 2018 com a dTpa, apesar de baixa, é a maior desde 2014 e o presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações, Juarez Cunha, defende que é preciso informar mais a população e capacitar os profissionais de saúde para que não sintam insegurança no momento de indicar as vacinas às gestantes.

Pesquisas do Instituto Butantan e da Universidade de São Paulo apresentadas no último dia da jornada confirmam resultados positivos com a vacinação de gestantes obtidos em outros países e revelam a eficácia e a segurança da vacina dTpa, a mais recente do calendário vacinal da gestante no Brasil.

 

* Com informações: Vinícius Lisboa - Agência Brasil

 

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