O setor impulsionou o emprego formal em Erechim, diz Caged
Geração de Emprego tem ligeira queda em Erechim no terceiro mês do ano. O saldo de março fechou com 17 postos de emprego enquanto em fevereiro, o saldo foi de 223 vagas. Ao total, foram 1.279 admissões e 1.262 demissões em março. No acumulado do ano, já foram gerados 451 contratações a mais que demissões na cidade. No total, 4.108 pessoas foram empregadas e 3.657 ficaram desempregadas em 2016.
O percentual também fez a cidade cair para a 42ª posição no ranking estadual de evolução do emprego formal nos municípios com mais de 30 mil habitantes. Em janeiro, Erechim alcançou a 19ª colocação e em fevereiro subiu para a 11ª posição. Os dados, divulgados na sexta-feira (22) pelo Ministério do Trabalho e Previdência Social, são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).
A queda acompanha as estatísticas do Rio Grande do Sul, uma vez que a geração de emprego fechou o mês com saldo positivo de 4.803 postos de trabalho, enquanto em fevereiro o saldo foi de 6.070 empregos. Já em janeiro, o saldo foi de 7.263 vagas. Apesar de perder em saldo de emprego, o Estado do RS foi o que mais empregou em março, se comparado com os outros estados.
Por setor
Em março, o setor que mais empregou em Erechim foi Serviços, com saldo positivo de 35 postos. O setor de Serviços abrange instituições de crédito, seguros e capitalização; comércio e administração de imóveis e valores mobiliários; transportes e comunicações; serviço de alojamento, alimentação, reparação, manutenção e redação; serviços médicos, odontológicos e veterinários; e por fim, ensino.
O segundo setor em contratação do mês foi a Industria da Transformação, com 21 vagas positivas. O comércio registrou 10 contratações a mais que demissões. Ainda, Serviços Industrial de Utilidade Pública teve uma variação positiva de 2 postos de trabalho.
Os desempregos do mês foram acentuados pela Construção Civil, que fechou com um saldo negativo de 46 empregos. O setor foi o segundo que mais desempregou em 2015. Agropecuária (-4) e Extrativa Mineral (-1) também finalizaram o mês com mais demissões.
Brasil
O Brasil teve a maior perda de vagas formais para meses de março em 25 anos. No mês passado, o país fechou 118.776 postos de trabalho com carteira assinada.
Nos últimos 12 meses, já foram suprimidas 1.853.076 vagas formais. Quase todos os setores da economia demitiram mais do que contrataram. A exceção foi a administração pública, com 4,3 mil vagas a mais no mês.
O comércio e a indústria de transformação fecharam o maior número de vagas, respectivamente, 41.978 e 24.856. Em terceiro lugar, vem a construção civil, com supressão de 24.184 vagas.
Os estados que mais fecharam postos de trabalho em fevereiro foram São Paulo (-32.616 vagas), Rio de Janeiro (-13.741) e Pernambuco (-11.383). Apenas quatro estados contrataram mais que demitiram: Rio Grande do Sul (4.803 vagas criadas), Goiás (3.331), Roraima (220) e Mato Grosso do Sul (187 postos criados).
Divulgado desde 1992, o Caged registra as contratações e as demissões em empregos com carteira assinada com base em declarações enviadas pelos empregadores ao Ministério do Trabalho.