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Economia

Agência de Desenvolvimento do Alto Uruguai pode encerrar atividades

Em reunião, prefeitos da AMAU, discutiram sobre a parceria com a AD Alto Uruguai
Por Rodrigo Finardi
Foto Rodrigo Finardi

Em meados dos anos 2000, foi criada a Agência de Desenvolvimento do Alto Uruguai. Na época foi festejada como sendo a joia da coroa.  Uma agência com o intuito de alavancar uma região, que padece de falta de estradas, problemas de infraestrutura, de energia elétrica, sem falar da falta de representatividade política.

Diagnóstico

Foi feito um diagnóstico da região, publicado em livro, com todas as nossas deficiências. 

De lá para cá, passaram pela agência vários presidentes, mas os avanços aquém do que se apregoava. E isso por uma série de motivos.

Quase um milhão

A partir de setembro de 2006, A AMAU (Associação dos Municípios do Alto Uruguai) começou a pagar R$ 10 mil para a Agência de Desenvolvimento até junho de 2009. Os prefeitos renegociaram e a partir desta data até maio de 2012, foi pago R$ 7 mil por mês. De junho a novembro de 2012 novamente R$ 10 mil por mês. A partir de junho de 2013 o valor baixou para R$ 5 mil por mês, valor que segue até hoje (três meses de 2017 e um mês de 2018 não foi pago a mensalidade). Durante esses quase 13 anos, a AMAU contribui com a Agência de Desenvolvimento um total de R$ 990 mil.

Efetividade, teoria e prática

Na quinta-feira (4), em assembleia ordinária da AMAU, um dos assuntos em pauta, e o que mais gerou posicionamentos é a parceria entre a associação e a Agência de Desenvolvimento.

Vários prefeitos falaram sobre a efetividade da parceria para desenvolver o Alto Uruguai. Para muitos, foi a AMAU que manteve a AD Alto Uruguai aberta até hoje, caso contrário, teria fechado há muito tempo, se não fossem as contribuições mensais.

A reclamação dos prefeitos é quanto a efetividade da agência para os municípios. Um deles disse “que tem de sair da teoria e ir para a prática”. E esse foi o tom, que existe um distanciamento entre os dois.  

Ofício para debater o assunto

Para tanto foi enviado na tarde de ontem (5) um ofício ao presidente da AD Alto Uruguai, Eduardo Angonesi Predebom, convidando ele e todas as entidades que compõe a agência para reunião no dia 17 de abril às 14 horas. Na pauta a possiblidade de parar os repasses mensais, ou que a conta seja dividida por todas as entidades que representam a agência.

Prejuízo incalculável

O presidente da AD, Eduardo, já falou em várias oportunidades de sua preocupação com o futuro da entidade. Procurado, repetiu o que disse um tem atrás: “ "O revés econômico na AD ALTO URUGUAI trará um prejuízo incalculável aos empreendedores e investidores que deixarão de ter um espaço destinado ao desenvolvimento econômico regional, o que representará um grande retrocesso nas conquistas coletivas das últimas décadas e um dano irreversível a quem ocupa uma posição de responsabilidade no desenvolvimento da região do Alto Uruguai”.

Esforço conjunto

Foi além: “Logo, não ampliar as fontes de financiamento da AD ALTO URUGUAI para que esta possa ser expandida e regionalizada, para que se possa investir na construção de uma estrutura administrativa e tecnológica compatível, inviabilizará uma condição indispensável para a concretização de suas finalidades, que se somente se viabilizará com o esforço conjunto. Imperativa, pois, é a continuidade da AD ALTO URUGUAI com o apoio das forças políticas, empresariais e sociais comprometidas com a continuidade do desenvolvimento econômico regional da região do Alto Uruguai como único meio de promover a dinamização do crescimento econômico, bem como de outros fatores, como o social, o institucional, o cultural e o ambiental", finaliza Eduardo.

Depende do resultado desta reunião, a AD Alto Uruguai pode encerrar suas atividades.

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