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Saúde

Santa Terezinha opera com rombo de R$ 650 mil/mês

Direção projeta agregar mais R$ 1,5 milhão/mês a partir de renegociação do contrato com governo do RS. Helio Bianchi sustenta que o hospital já produz para tanto

santa
Por Salus Loch
Foto Divulgação

A situação financeira do Hospital Santa Terezinha de Erechim é delicada – e, se não resolvida num tempo razoável e de maneira responsável, deve prejudicar o atendimento às cerca de 1500 pessoas que utilizam diariamente os serviços da instituição.

Além de dívidas que atingem R$ 10 milhões (60% do valor com fornecedores e 40% com médicos), a casa de saúde opera com um rombo mensal superior a R$ 650 mil (boa parte em razão de desencontros contratuais, que não cobrem o excesso de produção).

Hoje, o hospital recebe R$ 5 milhões/mês do Estado (entre produtividade e incentivos) e mais R$ 1 milhão/mês pela venda de serviços aos municípios do Alto Uruguai (as chamadas AIH´s). No entanto, a receita de R$ 6 milhões não faz frente aos gastos, que giram na casa dos R$ 6,6 e R$ 6,7 milhões.

Com a corda no pescoço, direção, representantes da secretaria municipal de Saúde e prefeitos da região devem se reunir nos próximos dias com a secretária estadual de Saúde, Arita Bergman, a fim de renegociar o contrato entre Santa e executivo gaúcho. No palácio, há quem classifique o tratado ora em vigor como ‘draconiano’.

Uma das alternativas vislumbradas pelo diretor do Santa, Helio Bianchi, é ajustar com o Estado o teto da produtividade em cerca de R$ 1 milhão, além do reajuste de R$ 500 mil no próprio contrato – celebrado em agosto de 2013 e que, desde então, não sofreu correções. ‘Já se passaram cinco anos e meio e o valor continua o mesmo. Neste tempo, porém, tivemos reajuste de cinco dissídios coletivos e os materiais médicos e medicamentos sofreram reajustes anuais acima da inflação’, pontua o dirigente, que completa:  “Considerando que ultrapassamos o teto do contrato, a fim de atender a comunidade e não gerar filas, já produzimos pelo R$ 1,5 milhão que esperamos agregar ao contrato”.

Bianchi também frisa a importância de que os demais municípios da Amau se juntem à discussão do novo contrato com o governo estadual. ‘Hoje, Erechim responde por 52% do movimento do Santa; o restante, vem das cidades vizinhas. Ou seja, resolver o problema do hospital é atuar direto na ponta, beneficiando os cidadãos de toda a região’, finaliza.

# Enquanto isso, prefeitura de Erechim segue repassando recursos para manter o Santa de portas abertas. Só nos últimos cinco anos, o caixa do palácio já injetou R$ 17 milhões ‘extras’ no Hospital.

 

Saiba mais:

# O governo do estado não repassou ao Santa valores referentes a serviços de 2018 (R$ 6.699717,72) e aproximadamente outros R$ 3.300.000,00 de produção excedente (não faturados por ausência de teto no contrato).

# O Santa Terezinha realiza 85 mil procedimentos por mês, sendo mais de mil internações, 700 cirurgias, 45 mil exames de laboratório, cinco mil atendimentos de pronto socorro, seis mil exames de diagnóstico por imagem e mais de quatro mil consultas especializadas.

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