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Economia

Frota de veículos do Alto Uruguai cresce 52,4% em 10 anos

Região tem 152.935 veículos licenciados no Detran-RS. Só em Erechim, há 74.948 registros

Enquanto os automóveis respondem por 59,7% dos veículos licenciados em Erechim, as motocicletas repr
Por Salus Loch
Foto Salus Loch

A cada 100 habitantes do Alto Uruguai, 66,5 têm um veículo registrado, conforme o Detran-RS. É o chamado índice de motorização, calculado a partir do total de veículos dividido pelos moradores de um município.

Os números, revelados a partir de levantamento realizado pelo Instituto SL/ISPO de Pesquisa para o Jornal Bom Dia, colocam a região com percentuais superiores, em boa margem, ao Estado – que tem índice de 56,9. Para se ter um ideia, em Erechim, o mesmo indicador é de 72.

 

Metade em Erechim

No global, os 32 municípios da Amau tem 152.935 veículos licenciados no Detran-RS; Erechim, com 74.948 registros, responde por 49% deste montante.

Num comparativo com 2009, quando a frota da região era de 100.346 veículos (ver tabela), o salto é de 52,4% - representando crescimento médio de 5,2% ao ano.

Neste período, o maior acréscimo foi registrado em Carlos Gomes, que passou de 458 para as atuais 793 conduções (aumento de 73,1%), insuficiente, porém, para tirar a cidade da ‘lanterna’ entre as cidades do Alto Uruguai em relação ao número total de veículos. Em Erechim, o crescimento foi de 53,7% (quando a frota engordou 26.147 veículos, ou, 2.614,7 por ano).

 

Motos aceleram

Para quem acompanha as notícias das páginas policiais, a constatação de que boa parte dos acidentes de trânsito com lesão envolve motocicletas, especialmente no perímetro urbano de Erechim, tem fácil explicação. Basta analisar os números do Detran-RS. Apenas na Capital da Amizade, há 13.012 motos licenciadas – valor que corresponde a 18% do total de veículos. Já os automóveis representam 59,7% (44.741). Em seguida aparecem utilitários/caminhonetes (11.043 = 14,7%); caminhões (3.058 = 4%); reboques (2.170 = 2,9%); e ônibus e micro-ônibus (853 = 1,1%).

Vale observar que a frota disponibilizada pela empresa responsável pelo transporte coletivo urbano em Erechim, entre 2009 e o fim de 2018, saltou de 36 para 46 ônibus – aumento de 27,8% (inferior ao volume de novos carros entrantes no mercado). Atualmente, cerca de 16 mil usuários se locomovem diariamente em Erechim neste sistema, através das 54 linhas oferecidas pela Transportes Gaurama, que, de quebra, pena com o deplorável estado deplorável de conservação de diversas vias da cidade.

 

Na contramão

Enquanto a região (e o Brasil inteiro) veem suas ruas, avenidas e estradas empilhadas de carros – Erechim nos horários de pico é prova do incômodo que isto causa, sem falar da poluição sonoro e ambiental – o mundo chamado ‘desenvolvido’ trabalha para qualificar o acesso ao transporte público e outros modais, justamente, a fim de tirar as pessoas de dentro dos veículos.

A Capital da Noruega, Oslo, é um belo exemplo. Lá, há uma verdadeira guerra contra os ‘donos de carros’ com o propósito de ‘limpar’ as vias centrais. Além da supressão de 700 vagas de estacionamento e a transformação de ruas inteiras em passarelas para pedestres, a prefeitura estimula/facilita/desenvolve o transporte público e o uso de bicicletas, com 60 km de novas ciclovias construídas. Hamburgo, na Alemanha, também caminha nesta direção, bem como áreas consideráveis em Madri, Paris e Londres.

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