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Economia

Erechim volta a ter retração na geração de emprego

Dados revelam fechamento de 74 postos de trabalho no mês de novembro

Construção Civil voltou a ter perda de postos de trabalho
Por Edson Castro
Foto Fernando Genro

Após cinco meses de saldo positivo, Erechim voltou a gerar menos empregos do que contratações em 2018. De acordo com dados divulgados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho, nesta semana, a cidade fechou 74 vagas (saldo da diferença entre contratações e demissões no período). Foi a primeira vez, desde maio, que a cidade teve saldo negativo.

Antes, no quinto mês do ano, 81 vagas haviam sido fechadas. De lá para cá, entre altos e baixos, Erechim foi mantendo saldo positivo, que aliás, serve para balizar os números do ano: entre janeiro e novembro, a geração de emprego ainda é positiva em 1,2 mil vagas. No acumulado entre novembro do último ano e novembro deste, a geração é um pouco menor, 814 vagas.

As demissões na construção civil e na indústria contribuíram para a piora na geração de emprego em novembro. Entre os dois setores, foram fechados quase 130 postos de trabalho. No caso da construção civil, os dados negativos se acumulam desde agosto.

Embora uma evolução tímida, o comércio e a prestação de serviços contribuíram para a geração de vagas: foram pouco mais de 50 entre os dois setores.

Serviços

O setor de serviços mantém-se como o maior gerador de postos de trabalho ao longo de 2018. Entre janeiro e novembro, 575 novas vagas foram geradas, embora a maior parte delas, entre fevereiro e abril. O setor teve uma diminuição no ritmo de oportunidades principalmente, a partir de maio, quando pela primeira vez, demitiu mais que contratou. Se recuperou nos meses seguintes, mas ainda assim, não conseguiu voltar ao ritmo do início do ano. Fecha os últimos meses com pouco mais de 170 vagas geradas.

Comércio

O varejo vive um ano de instabilidade em Erechim. No ano, o saldo ainda é positivo, com 227 vagas geradas entre janeiro e novembro. Porém, a maior parte dos empregos, foi gerado entre abril e junho. No período, mais de 200 vagas foram abertas.

Especialmente a partir de agosto, houve uma geração bastante tímida, com uma vaga em setembro e oito em outubro, por exemplo. E embora se esperasse uma contratação maior em vagas temporárias em novembro, apenas 32 vagas foram abertas.

Indústria

O setor industrial de Erechim vem se recuperando de sucessivas crises nos últimos anos. Em 2018 (faltando dados de dezembro), deverá fechar no positivo em termos de geração de vagas de trabalho. Mas a queda no último semestre mostra nova preocupação. O setor tem um saldo de 562 vagas no ano, entre janeiro e novembro. Pode parecer bastante, por se tratar do segundo setor que mais empregou, mas desde março não consegue apresentar números expressivos.

O saldo positivo no ano, tem muito reflexo entre janeiro e março, quando foram abertos mais de 400 postos de trabalho. Embora a primeira variação negativa viesse em novembro, meses como maio e outubro tiveram saldo zero. E desde outubro, não são gerados mais que 16 vagas de saldo (entre contratações e demissões) por mês.

Construção civil

O setor da construção civil é o que possui maior variação negativa na geração de vagas de trabalho neste ano e também nos últimos 12 meses. O setor fechou 78 postos de trabalho em novembro, mas sua curva de resultados tem mais meses com variação negativa do que positiva em 2018. No ano, o saldo é negativo em 119 vagas, nos últimos 12 meses aumenta para 246.

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