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Blog do Gilberto Jasper

Gilberto Jasper

O massacre do trânsito

Por Gilberto Jasper

Em 2025, 1.540 pessoas morreram no trânsito do Rio Grande do Sul. Longe de cotejar estatísticas e buscar culpados deveríamos - todos – tentar nos colocar no lugar dos familiares das vítimas. A perda de um ente querido em um acidente é uma dor imensurável com sequelas eternas para aqueles enlutados próximos das vítimas.

A sucessão de irresponsabilidade desencadeou um morticínio cuja escalada não para de crescer. No governo Bolsonaro tivemos a desativação dos radares, pardais, caetanos e outros dispositivos nas rodovias federais por muito tempo. Soma-se a isso os equívocos como o aumento do limite de pontos para a perda da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e ampliação do prazo de validade do documento.

O governo Lula não ficou atrás, “flexibilizando” a obtenção da CNH sob o pretexto de que o custo de obtenção estava fora da realidade, o que é verdade. Mas as facilidades como a obtenção da habilitação beiram o absurdo, para se dizer o mínimo. Voltamos ao passado, onde pais e amigos mais velhos nos ensinavam a dirigir em estradas ermas. Sem falar na dispensa do teste de baliza, o que certamente vai aumentar os acidentes no perímetro urbano.

A proliferação de motos elétricas e patinetes só faz duplicar os riscos em cidades de todos os portes. No último verão, as comunidades litorâneas assistiram estarrecidas a absurdos, especialmente em vias à beira mar. Jovens e até crianças pilotaram patinetes. Adultos irresponsáveis dirigiam motos elétricas, veículos rápidos e silenciosos, foram riscos junto à irresponsabilidade, alta velocidade e uso de álcool ao volante. Velhos conhecidos das estatísticas do trânsito brasileiro.

Em 2025, as rodovias federais registraram 6.044 mortes em mais de 70 mil acidentes. O caos do trânsito é tamanho que a Organização Mundial da Saúde considera o fenômeno um problema de saúde pública. Os gastos destas ocorrências, somados à dor e ao luto, são inestimáveis. O Portal do Trânsito, Mobilidade & Sustentabilidade fala em “fragilidade do atual sistema de segurança viário”. Mas o fator humano é decisivo.

No RS, apesar do marketing massivo, ostentamos o status de um dos Estados com menor quilometragem de rodovias duplicadas. Nada é tão ruim que não possa piorar.

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