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Blog do Neivo Zago

Neivo Zago

Uma partida é sempre dolorida

Por Neivo Zago

Uma partida é sempre dolorida, ainda mais quando for precoce. É uma ida sem volta. É um adeus definitivo. É um desenlace permanente. Foi assim com a Luana, no Domingo de Ramos, quando perdeu a sua corrida pela mais temível doença: o câncer. O conforto que nos resta é crer na ressurreição, na Páscoa que em uma semana comemoramos a vitória de Cristo sobre a morte.

Nascer, crescer, viver e, por fim morrer; morrer para este mundo é a trajetória do todos os seres vivos; de nós humanos. E quando a terrível doença aparece, começa a “via crucis” de quem está padecendo. Rezamos, pedimos preces, missas, queimamos velas. Enfim, endereçamos todos os nossos esforços às pessoas necessitadas. Nós propomos caminhos e metas, mas é Deus quem dispõe e quem sabe o melhor do que nós; Ele que é onisciente; onipotente e onipresente. Ele que fez o céu e a terra e as criaturas, cada qual com a sua distinção, segunda a sua vontade.

Deus recebeu Luana com apenas 39 anos de idade, uma das nossas sobrinhas queridas, mormente a mim que nos anos 90 pernoitava uma vez por semana quando pela primeira vez a Unisinos abria o Curso de Especialização em Língua Inglesa. Luana, que se formou advogada era inseparável da sua irmã Gilmara, (a Gil modelo), e hoje psicóloga residente em São Paulo. Há poucos anos esteve aqui em casa acompanhada do seu esposo para liberar um detento, no presídio local. Meiga, carinhosa, tranquila com traços do pai e da mãe, o primeiro já falecido.

E, nesse período de nove meses, o mais crítico, Luana sempre contou com a atenção da mãe Lourdes, do esposo Marcos, dos filhos, dos seus familiares, parentes e amigos, mormente da Gil. Talvez nenhum profissional além dos padres e psicólogos possa entender melhor a passagem desta, para a outra vida. “Combater o bom combate, completar a corrida e viver a fé” seria a trilogia perfeita para cada um de nos apresentarmos diante do Criador.

Luana, esposo e filhos eram aficionados pelo Tricolor e, na medida do possível não perdiam os jogos na Arena do Grêmio para vibrar com as vitórias e se frustrar nas derrotas, dualidade que precisamos enfrentar no cotidiano. Ela viveu intensamente esses meteóricos anos de vida terrena. Mas, a vida é assim feita de encantos e desencantos, encontros e desencontros alegrias e de prantos, até o encontro definitivo na Pátria Celeste, juto a Deus onde “ninguém mais vai sofrer, ninguém mais vai chorar e ninguém mais vai ficar triste”.

A nossa sobrinha não pode completar a sua Páscoa, mas passou parte dos sofrimentos de Cristo, durante esses longos meses de luta contra a enfermidade. E a nós que ficamos resta-nos o consolo de que a vida, na sua plenitude, não termina com a morte terrena, pois vão seria a nossa luta, o nosso esforço e o denodo para nos mantermos vivos. Morrer ninguém quer, mesmo que alguém esteja passando por privações ou por necessidades insatisfeitas.

Que Deus, na sua infinita misericórdia acolha a Luana à sua direita no Paraíso local reservado aos que viveram de acordo com a sua palavra.

Desejo a você leitor, aos meus familiares, colegas e amigos uma Feliz Páscoa na verdadeira acepção da palavra: passagem de uma melhor.

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