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Blog do Marcos Vinicius Simon Leite

Marcos Leite

Que rio és tu?

Por Marcos Vinicius Simon Leite

Eu não me daria a este trabalho, de ver em que lugar deste planeta não há rios. Talvez em alguma ilha pequena, neste caso rodeada de água por todo lado. Mas há sempre um rio perto de nós. Há rios grandes, que até dão nome aos Estados brasileiros. Há rios pequenos, também. Rios, sangas, ribeiras, riachos, arroios. Por ter tantas formas, os rios também têm muitos apelidos. E você, sabe que rio você é? Não? Então navegue neste texto e descubra que a sua vida pode ser muito parecida com a de um rio.

Os tipos de rios

É verdade. Se repararmos bem na natureza, como faziam os filósofos antigos, veremos que a nossa vida é semelhante a de muitos rios. Há rios que nunca secam, nem mesmo diante da mais longa estiagem. São como as pessoas de vida longa e de boa saúde. Há outros que apresentam quedas no caminho, cachoeiras, que em situações inesperadas, fazem a água evaporar para depois chocarem-se contra as pedras. Há pessoas assim, que como os rios, seguem o caminho e, de uma hora para outra, encontram um abismo, cuja beleza só é vista na natureza, porque as pessoas têm dificuldade de aceitar certos desafios que mudam o curso de suas águas.

Grandes rios

Assim como a vida, os rios têm muitas facetas. Há rios serenos, largos, abundantes, como o nosso famoso Rio Guaíba. Há quem o chame de estuário, de lago, mas não adianta, o nome dele é Rio Guaíba e pronto. Há outros, que atravessam longas distâncias (jornadas), movem usinas de energia, são navegáveis em longos trajetos, mas quando encontram o fim, não sabem para onde vão. É como o Jacuí, que antes de se derramar nas águas do Guaíba - e renascer - dá origem a um delta, que resulta em ilhas, fragmentos de terra por ele cercado. Fica de tal maneira, como se estivesse preocupado em deixar bens materiais para a posteridade.

Pequenos rios

Há rios pequeninos também, assim como há rios em que a ação humana lhes muda o lugar, ou para a irrigação, ou para a construção de uma pequena usina hidrelétrica. De qualquer jeito, não deixam de ter vida, de ter origem e destino, início, meio e fim. Há rios, riachos, sangas, córregos e arroios, que sabe-se lá por que razão ganham esses nomes. Muitos, acabam sofrendo os efeitos da povoação humana. Desmatamento ciliar, poluição com resíduos, dejetos, tal e qual nós, seres humanos costumamos fazer como nossos próprios corpos, em busca de satisfazer nossos impulsos e desejos.

Propósito

Por mais que muitos queiram ser grandes na vida, como os rios, a vida nem sempre reserva acontecimentos célebres para quem nasce à Terra. Veja o caso do Rio Negro e do Amazonas. De tão imponentes que são, acabam por serem arrogantes. Ao se encontrar, não conseguem misturar suas águas. O fenômeno, muito interessante, atrai muitos turistas àquela região. O que na natureza é belo, nas vida humana é lamentável. É como quando se encontram duas pessoas excêntricas. Cada uma com sua vaidade. Impossível se misturar. Mas este fenômeno não acontece com rios de pequeno tamanho. A soberba pertence aos arrogantes, aos opulentos.

Final de curso

Mas não adianta. Por maior que sejam, por mais belos que sejam, por mais que tenham fama e importância, os rios – todos eles – terminam de alguma forma. Como a vida humana. Nascem, crescem, às vezes ficam gigantes, às vezes secam, às vezes morrem antes da hora. Idependentemente do porte, da importância, da fama, têm o curso limitado. No meio do caminho, devem ter serventia, devem abrigar peixes, dar vazão às chuvas, regular a temperatura do planeta, entre tantas outras atribuições que a natureza lhes dá. E você? Que tipo de rio és? Sabes bem qual é sua serventia nessa jornada chamada vida?

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