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Blog do Marcos Vinicius Simon Leite

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Redação

Por Marcos Vinicius Simon Leite

Estou de volta a Portugal, depois de quase um mês no Brasil e de ter falhado em minhas publicações na semana que passou. Estava em férias, ora pois! E se tem alguma coisa que me faz lembrar o fim das vacaciones é a tal redação que os professores pediam no primeiro dia de aula. E foi pensando nisso que decidi escrever esta coluna.

A preparação

Meu regresso ao Brasil foi muito bem preparado. Afinal, viajar com uma família de cinco pessoas requer uma programação muito ajustada. Qualquer detalhe pode causar grandes prejuízos. Por esta razão, procurei não criar muitas expectativas para não ter de encontrar frustrações. Funcionou. Nenhum problema aconteceu e a experiência foi quase perfeita. Quase, porque há sempre alguns dissabores quando se busca enfrentar a vida como ela é. Mas tudo bem, as tristezas também fazem parte do contexto de alegria que foi a nossa volta ao Brasil depois de exatos mil dias longe.

Os dissabores

Não vou aqui detalhar o que não foi agradável na viagem. Prefiro nomear como dissabor, a infelicidade de ter tantos amigos e tantas pessoas queridas para reencontrar. Sim, é triste estar tão próximo de alguém que estimamos muito e ao mesmo tempo ter de decidir entre encontrar um ou outro. O tempo, este sim, foi cruel conosco. Nos impôs uma rotina que incluiu não rever todas as pessoas que queríamos. Aos que estão nesta conta de amigos de que não visitei, rendo minhas mais profundas desculpas. Só tenho a dizer que os últimos serão os primeiros. Ficou para próxima.

O Brasil que eu vi

Meu roteiro foi dividido em três tempos. Uma semana em Porto Alegre, uma no norte gaúcho e outra em Porto Alegre. Por falar nela, encontrei uma cidade pujante, elegante e forte. Em momento algum percebi sinais da tragédia por que passou há pouco mais de um ano. Porto Alegre mostrou força e resiliência. Por mais que muitos reclamem desse desgoverno por que passa o Brasil, vos digo: se tomarmos o exemplo de Porto Alegre (e de Erechim), o Brasil é muito maior do que a petezada e os bolsonaristas juntos. Mas entre tanta riqueza e desenvolvimento, de tantos carros elétricos chineses a andar pelas ruas, reparei na quantidade de pessoas desabrigadas e vivendo sob as marquises dos prédios. É assustador esse contraste entre o desenvolvimento e a miséria. Algo deve estar muito errado.

A volta

Sempre que tiramos férias, chega um momento em que queremos voltar para nossa casa. Desta vez não tive esse sentimento. Eu realmente estava saudoso do Brasil e, principalmente, das amizades que cultivei por quase cinco décadas. A despedida foi dolorosa. Deixar os pais, com aquela sensação oculta de que poderia ser a última vez, emociona e entristece. São as tais coisas da vida. Os frutos amargos da árvore que nos dá sombra e proteção. As nossas escolhas. Mesmo assim, foi tudo lindo, como o último passeio com a minha Kombi e, dentro dela, meu pai, presente, vivo e, quiçá, feliz, sentado na sua cadeira de rodas, retornando para clínica onde precisa viver seus dias finais. Deus te proteja enquanto eu não voltar.

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