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Blog do Marcos Vinicius Simon Leite

Marcos Leite

Férias

Por Marcos Vinicius Simon Leite

Não era para ser assim. Quando o sujeito tira férias, em princípio, não deve voltar ao trabalho. No entanto, há certos ofícios em que isso não acontece. Escrever, por exemplo, é um deles. Não passa de um exercício de canalização de sentimentos. Por mais que pareça uma simples construção com palavras, requer um sentido que depende de um insumo fundamental: a inspiração. Nas férias, parece que tudo se abre para ela, como se o escritor devesse viver assim, em um eterno dolce far niente.

Combinação

Acima de mim, na redação deste resiliente jornal impresso, há um redator chefe que ultrapassou algumas milhares de colunas. Foi com ele que combinei, que em minhas férias, depois de trezentos e noventa e cinco colunas publicadas, sem nunca faltar ao ofício, ficaria alguns dias sem publicar. Foram praticamente quatro anos de trabalho ininterrupto e o Rodrigo Finardi jamais me diria um não. Por isso, caros leitores, é possível que eu falhe e que durante minhas merecidas férias eu venha faltar ao trabalho. Hoje, por exemplo era para ser um desses dias, mas não consegui. Falhei em não falhar.

Minhas férias

Foi num 22 de julho que deixei Entre Rios do Sul rumo a Portugal. São quase três anos longe da sede deste jornal, para onde passei a ver a lua invertida. Eis que nestas férias, retornei ao Brasil com tantos desafios pessoais que seria impossível listá-los neste espaço. De férias, propriamente ditas, pouco terei, a não ser os inúmeros convites para comer churrasco. É até engraçado (além de ser mentalmente revigorante), cada amigo que é contatado logo diz: “Marquinhos! Vamos fazer um churrasco!”. Educadamente, procuro desviar, para não correr o risco de tornar meu aparelho digestório numa bomba de cadaverina. Mesmo assim, o fato em si, comprova a força ancestral que o churrasco representa em nossa cultura. Mas é preciso evoluir.

Assuntos

Portanto, queridos leitores, desde a chegada, passei a acreditar piamente que não tirarei férias. Serão muitos os assuntos que terei a cada instante, a cada reencontro, a cada ativação da memória, sem falar das despedidas. Algumas, eu sei, serão para sempre. No dia em que escrevo esta coluna, sete de julho, já se passaram quatro desde o meu regresso ao Brasil, o suficiente para colecionar assuntos e exeperiências que renderiam bem mais de uma coluna por dia. E olha que não foram poucas as inspirações de que tive vontade de compartilhar convosco.

Amostra

Está bem. Vou dar uma amostra. Num país que, sabemos, pululam desonestidades, acabei perdendo minha carteira. Dentro dela, dinheiro, documentos e cartões. Para quem pensa que eu ficaria desorientado, que jogariam meus documentos fora e que o sortudo sairia torrando “os pila da guaiaca” das minhas férias, ledo engano. Assim que me dei conta, uma alma honesta encontrou a carteira, procurou meu nome na internet e lá me encontrou: “este é o Marcos Leite, o colunista do Jornal Bom Dia”. Sou quase uma celebridade, não fosse tão tosco, ou “boca aberta”, como bem dizem os gaúchos.

 

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