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Blog do Marcos Vinicius Simon Leite

Marcos Leite

O meu jejum – quarta semana

Por Marcos Vinicius Simon Leite

Hoje é dia de prestar contas do meu jejum. Se o leitor já está enjoado dele, saiba que também estou. Mas como serão quarenta dias, iniciados na quarta-feira de cinzas, ainda me restam mais alguns para não me deixar cair em tentação. Então, vamos aos fatos da semana.

Intestinos

Minha dieta em nada mudou neste jejum. Apenas retirei as carnes e seus derivados, mais a bebida alcoólica. No lugar da carne, aumentei a ingestão de peixes. Tirando o custo, diria que até melhorei o padrão. Já no lugar do bom e velho “trago”, bebo suco de maçã, sem açúcar. Vai ser assim até enjoar. Na comida, nada mudou, a não ser um aumento de dez por cento no consumo de doces, mas tudo com parcimônia. Nada relevante. Mesmo assim, notei uma sensível piora no funcionamento dos intestinos, em especial no ressecamento das fezes.

O churrasco

No domingo passado, à pedido da família que segue acompanhando até onde vou com meu experimento, preparei um tradicional churrasco de apartamento. Tem sido assim desde que viemos morar para esses lados. Tratei logo de servir a carne antes dos demais itens, que incluía abobrinha, carinhosamente chamada de “curgete” pelos portugueses, pimentos assados com queijo e pão de alho. Apesar do excelente aspecto do contrafilé e do lombinho de porco, não senti nenhum anjo mal a soprar no meu ouvido. Não foi nem questão de resistir. Simplesmente não me apeteceu. Estaria eu me tornando um vegetariano? Tomara que sim, mas os resultados do parágrafo anterior não são muito animadores.

A bebida

Nesses dias notei que a bebida não me fez falta. Mas claro, senti vontade de beber, muito mais do que de comer carne. Tudo é questão de hábito, de costume. Sei que no término dessa jornada de quarenta dias voltarei a beber. Mas já sei – e pude me dar conta – de que vou beber bem menos do que bebia antes. Nunca fui de estabelecer limites para a bebida. Bebia sem exagerar (no meu pensamento, é claro) mas a falta de limites às vezes nos leva a exceder certos marcadores. Com esta experiência, me dei conta que, depois que passa a vontade inicial, ela simplesmente desaparece. Ponto para a saúde. Será que estou me tornando um pouco mais inteligente?

Saúde

Talvez o período em análise seja muito curto. Mesmo assim eu posso dizer que em minha experiência não perdi uma grama sequer de massa. Continuo naquele limite de quase gordo. Não perdi a barriguinha de chope e meu rosto continua parecido com o de um sapo. Essa parte me decepcionou. Esperava, sinceramente, que a essa altura já pudesse ter emagrecido. Com certeza, se tivesse com raiva do jejum, se fosse um regime, por exemplo, já estaria bebendo e comendo carne e gritando aos quatro cantos que não adianta nada restringir esses itens da dieta.

Objetivos

E como disse nas colunas anteriores, meu experimento visa melhorar a memória de sono. Pretendo analisar se a carne e a bebida alcoólica diminuem minha capacidade de lembrar daquilo que sonho. Como bem dizia a Teoria Psicanalítica de Freud, é nos sonhos que encontramos aquilo que reprimimos. E na semana que passou confesso que tenho lembrado mais de meus sonhos. Num deles, sonhei que um grande amigo estava com leucemia. Foi um sonho nítido e triste. Mas como os personagens costumam representar outras pessoas, preferi não dizer nada a ele. Quem sabe, mais adiante, sonho com ele alcançando a cura. Por ora ficamos por aqui, gordinho e abstêmio. Não há nada pior.

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