Dossiê do sorriso saudável: dentista dá dicas para a higienização correta
Mais do que buscar pelo sorriso perfeito, manter a saúde bucal em dia e prevenir o aparecimento de placas bacterianas, por exemplo, deveria ser uma preocupação de todos desde cedo. Isso, porque de acordo com o dentista, Luciano Mazitelli, a má higienização bucal pode causar doenças comuns como gengivite e cárie, facilmente tratáveis, mas também pode levar a quadros de endocardite bacteriana, periodontite e perda de dentes. “Para um sorriso saudável, o primeiro passo é sempre fazer a escovação corretamente, desde o surgimento dos primeiros dentinhos, pelo menos três vezes ao dia, mas o ideal é sempre após as refeições, ao acordar e antes de dormir, para evitar a proliferação de bactérias. Mas, vale ressaltar que o acompanhamento periódico com um dentista é o que garantirá a prevenção de doenças. Por isso, é importante iniciar a rotina de consultas a partir dos primeiros anos de vida, aliando os cuidados em casa, com o tratamento clínico preventivo”, explica o dentista.
Mas, afinal, como saber se a higienização bucal está sendo feita de forma certa? Que tipo pasta de dente escolher? Qual a escova de dentes ideal? Usar ou não o fio dental e o enxaguante bucal em todas as escovações? O dentista responde a essas questões com algumas dicas indispensáveis para a limpeza dos dentes.
A escovação correta
O especialista enfatiza que o tempo de escovação adequado é de no mínimo dois minutos, então, nada de pressa, a técnica é que é importante. “Adultos e crianças devem receber a instrução do seu dentista, porque podemos individualizar a técnica, de acordo com o paciente. Eu gosto muito da técnica de Bass para os adultos: as cerdas da escova devem ser posicionadas em um ângulo de 45º em relação aos dentes, encaixando as cerdas diretamente no sulco gengival. Faça movimentos vibratórios de vai e vem, sem aplicar muita força. O tempo do movimento deve ser de pelo menos 10 segundos em um grupo de dentes, na face onde acontece a mastigação, repita os mesmos movimentos de vai e vem”, recomenda o dentista.
De acordo com o dentista, em crianças sugestão é a técnica de Fones, que consiste em posicionar as cerdas da escova em um ângulo de 90º em relação aos dentes e fazer movimentos circulares, sem muita força. O objetivo é eliminar todo o resíduo de alimentos, mantendo os dentes limpos.
A escolha da escova ideal
Luciano explica que a escova de dentes deve alcançar ao máximo todas as estruturas bucais (dentes, gengiva e língua). Por isso, não pode ser grande ou pequena demais para a sua boca. É importante optar pelas escovas com o maior número de cerdas possível, elas precisam ser macias, mas também firmes. “Como as escovas de dente não conseguem limpar completamente a superfície da língua, vale a pena utilizar um limpador lingual ao menos duas vezes ao dia. Mas, é preciso higienizar tanto o limpador, quanto a escova após o uso para eliminar qualquer resíduo. Já quando o assunto é o fio dental, a dica é usá-lo antes de escovar os dentes, com movimentos leves para não ferir as gengivas”, indica.
Qual tipo de pasta de dentes usar
De acordo com o dentista, o formato da pasta de dente, se em creme, pó ou pastilha dental não é relevante, mas vale se atentar para a composição do produto de modo geral, quanto mais naturais os ativos e menos sintéticos, mais indicados serão. A pasta ideal precisa fazer uma abrasão leve, para não desgastar o esmalte dos dentes, mas potente ao ponto de gerar a sensação de dente verdadeiramente limpo e polido, lisinho e brilhoso. “Cuidado com as pastas que prometem clareamento de manchas, efeito detox, tratamento anti-cáries e sensibilidade. Os ativos presentes nesses produtos não possuem eficácia comprovada para lidar com condições dentais como essas e ainda podem prejudicar a saúde dos dentes. Estes problemas dentais precisam ser acompanhados por um dentista e tratados em consultório”, recomenda o especialista.
Quanto ao uso de enxaguatórios bucais, o dentista afirma que não são obrigatórios, mas que podem ser utilizados apenas como um complemento no final da higienização. Os mais indicados são aqueles sem álcool na composição. “Sempre recomendo que, na dúvida sobre quais produtos de higiene bucal utilizar, vale consultar seu dentista. Ele saberá orientá-lo de forma mais personalizada para o seu caso”, conclui.