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Saúde

cada transtorno de personalidade é único e exige um diagnóstico cuidadoso

Transtornos de personalidade: como identificar?

Por Assessoria de Imprensa
Foto Divulgação

Em destaque pelo caso de grande repercussão entre as celebridades Amber Heard e Johnny Depp, os transtornos de personalidade são condições sérias e que necessitam de ajuda profissional para tratamento. Um dado que chama a atenção é que aproximadamente 10% da população mundial tem um transtorno de personalidade. No caso de Heard x Depp, a atriz foi diagnosticada por uma psicóloga clínica e forense com dois transtornos de personalidade: Histriônica e Borderline. Apesar de ser possível apontar semelhanças, cada transtorno de personalidade é único e exige um diagnóstico cuidadoso após uma avaliação do profissional de saúde.

No caso do transtorno de personalidade Histriônica, explica o psicólogo, Júlio Pereira, a principal característica é a grande busca por atenção. “A pessoa que sofre com esse transtorno costuma gastar muita energia para ser o centro das atenções, com demonstração das emoções de maneira teatral e exagerada, por exemplo”, ressalta. No demais, o controle e a manipulação também podem ser traços desses indivíduos.

Já quando se trata de Borderline (limítrofe), o paciente tem, entre outras coisas, uma maior dificuldade de regulação emocional, assim sendo, não consegue lidar de forma funcional com situações ruins. “Uma das principais características do Borderline é que quem sofre com esse transtorno sente as emoções com muito mais intensidade. Por essas emoções serem tão extremas, o indivíduo tem reações extremas, como ataques de raiva e crise de choro”, ressalta Júlio.

Tratamento para os transtornos de personalidade

Apesar de não haver uma cura, os tratamentos feitos por meio de terapia e medicação podem ser extremamente eficazes para o manejo dos transtornos. Ambos devem ser feitos com acompanhamento de profissionais da saúde mental, psicólogos e psiquiatras.

“Lidar com transtornos de personalidade é complexo tanto para quem sofre com o distúrbio, como para os que o acompanham diariamente, sejam familiares ou amigos. Com isso, o cuidado e, especialmente, o tratamento são essenciais para que o paciente consiga viver de forma plena, com o apoio da terapia. Neste cenário, o psicólogo irá ajudar a lidar com os comportamentos, ao passo que o psiquiatra indicará o melhor medicamento para equilibrar a química do cérebro”, finaliza o especialista.