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Erechim

Tradição de homenagear os mortos deve lotar cemitérios

Missas também serão celebradas em diversas igrejas católicas de Erechim e região

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Momento foi de reflexão e lembrança entre os visitantes
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Por Leandro Zanotto leandroz@jornalbomdia.com.br
Foto Leandro Zanotto

A tradição milenar de homenagear os mortos deverá levar milhares de pessoas aos cemitérios de Erechim nesta quarta-feira (2).

O Dia de Finados também será marcado pela celebração de diversas missas nas diversas igrejas católicas de Erechim. Desde terça-feira (1°) a movimento é intenso, principalmente no cemitério PIO XII, o maior de Erechim, onde estão sepultadas mais de 60 mil pessoas desde 1939. De acordo com administração cerca de 40 mil pessoas devem passar pelo local apenas nesta quarta-feira (2).

No Cemitério Santa Cruz, localizado no Bairro Presidente Vargas, muitos também anteciparam a visita aos túmulos e jazigos, mas o maior movimento deve ocorrer nesta quarta-feira.

Na véspera do Dia de Finados em Erechim, a reportagem do Jornal Bom Dia foi até o Cemitério Municipal Pio XII, o maior da cidade. Segundo o administrador Gerson Rezende, especialmente no Dia de Finados o cemitério funcionara entre das 7h às 20h, sem fechar ao meio dia, ele faz um alerta aos visitantes. “Pedimos que durante a visitação as pessoas fiquem atentas e não acendam velas próximo a flores de plástico e outros materiais entre os túmulos, o que pode causar incêndios”, ressaltou. 

Tradição

Entre os milhares de visitantes que passaram pelo Cemitério PIO XII, nesta quarta-feira (1°), está o aposentado, Abilio Chavier (68), morador do Bairro Cerâmica em Erechim há mais de 60 anos. Ele relata que veio com familiares visitar o local onde estão sepultados sua mãe, pai, dois irmãos e duas filhas. “Venho todo o fim de semana aqui, mas hoje vim com eles – familiares -, para lembrar-se destas pessoas queridas, além de trazer flores e acender velas”, explica.

Quem também aproveitou a tarde ensolarada para levar flores ao jazigo de sua família, foi a aposentada, Lurdes Lora (75), ela destaca que foi ao Cemitério PIO XII para manter a tradição de sua família que é cuidar do jazigo e escolheu a terça-feira, pois no Dia de Finados estará em viagem. “Vir aqui é algo que apreendi com meus pais e passei para as próximas gerações. Todos viemos sempre, mas como vou viajar, vim trazer flores hoje”, destaca.

 

A dona de casa, Catiana Serino da Silva (38), foi ao cemitério para acompanhar seu sogro de 78 anos. Durante o trabalho de reportagem estejas na frente da gaveta onde está sepultada sua sogra. Cattiana revela que preferiu a terça-feira, pois acredita que o Dia de Finados será de chuva. “Soube que amanhã vai chover, então viemos prestar as homenagens aqueles já partiram hoje”, relata Catiana.

 

Comércio

Para atender os visitantes de última hora, muitos comerciantes de forma autônoma ficam próximos à porta do Cemitério Municipal Pio XII, com a oferta de flores – sejam artificiais ou naturais – ou velas. Os valores dos arranjos seguem a partir de R$ 5.  Eles relatam que neste ano as vendas estão menores, mas que alta das vendas ocorre sempre no Dia de Finados.

Um destes comerciantes é Camila Maria Gause (28). A trabalhadora autônoma há cinco anos vem até a porta do maior cemitério de Erechim nesta época vender arranjos que faz em casa e que teve ideia ao entrar em uma loja.  Durante a conversa, ela revela que neste ano pensou em não vir fazer o trabalho, isso por que teve o esposo assassinado no mês passado e precisava ficar em casa cuidando dos filhos de oito, cinco e quatro anos.

“Não tenho ninguém para cuidar deles. Deixei com uma vizinha, por que como meu esposo faleceu e ele era autônomo, ficamos sem receber qualquer ajuda e apenas para não passar necessidade resolvi vir”, explica Camila que estará desempregada novamente após o Dia de Finados.

 

 

Próximo a Camila está a auxiliar de limpeza de túmulos, Elisa de Oliveira (55). Sorridente, quando questionada sobre a profissão, ela explica que aprendeu o ofício há oito anos com sua sogra que também fazia o mesmo trabalho que custa em média de R$ 80. “A época que as pessoas mais procuram é agora neste mês, mas têm alguns túmulos que eu cuido o ano todo”, finaliza.   

 

 

 

 

 

 

 

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