O início da semana deve ser marcado pela normalização das atividades letivas em todas as etapas da educação em Erechim. O ensino superior foi o mais afetado pelos impactos da greve dos caminhoneiros no decorrer de toda a última semana. As aulas foram suspensas em todos os cursos de graduação das universidades presentes na Capital da Amizade. A motivação para o cancelamento foi o fato de grande parcela dos estudantes não ter como se deslocar até às instituições por falta de combustíveis, principalmente aqueles que moram em municípios da região, cujo transporte foi cancelado.
A Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) emitiu comunicado ainda na semana anterior, logo que iniciaram as paralisações, anunciando a suspensão das aulas devido ao cancelamento do transporte urbano coletivo na parte da noite, anunciado pela Empresa de Transportes Gaurama. Na sexta-feira (1º) a instituição divulgou um novo informe destacando que as aulas serão retomadas na segunda-feira (4), e que cantina e o Restaurante Universitário terão atendimento normal. “A reposição das aulas não ministradas nesse período será organizada pela coordenação acadêmica e coordenações dos cursos no início da próxima semana e deve ser feita sem dificuldades”, destacou, por meio de nota, o diretor do campus, Anderson Ribeiro.
Na URI a situação da greve e seus impactos foram acompanhada dia a dia e as aulas dos cursos de graduação foram canceladas desde a segunda-feira (28) até a quarta-feira (30). Na quinta e na sexta-feira a universidade esteve fechada em função do feriadão de Corpus Christi, conforme previsto do Calendário Acadêmico de 2018. As atividades normais também retornam na segunda-feira (4). Situação semelhante ocorreu na Faculdade Anglicana de Erechim, que suspendeu as aulas da graduação e dos cursos técnicos e retoma as aulas no início desta semana. O mesmo vale para o Instituto Federal do RS (IFRS) e a Universidade Estadual do RS (Uergs).
Educação básica pouco afetada
A educação básica foi menos afetada pelos impactos da greve dos caminhoneiros. Tanto na rede pública quanto na rede particular, as aulas ocorreram normalmente em praticamente todos os dias. Apenas escolas estaduais tiveram atividades suspensas na segunda-feira (28), mas já foram retomadas no dia seguinte. A rede municipal também manteve o calendário letivo, assim como as escolas particulares.
A única diferença anunciada pelas instituições da rede básica durante a paralisação foi a suspensão de atividades avaliativas a fim de não prejudicar estudantes que, por motivos de deslocamento, não puderam comparecer às escolas.