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Saúde

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Hipertensão: doença silenciosa e perigosa

Por Assessoria de imprensa
Foto Divulgação

O Dia Mundial do Coração é celebrado em 29 de setembro e por meio da campanha "Siga seu Coração - Setembro Vermelho", idealizada pelo Instituto Lado a Lado pela Vida, iniciativas buscam conscientizar as pessoas sobre a importância dos hábitos saudáveis na prevenção das doenças cardiovasculares. Segundo levantamento da Associação dos Registradores de Pessoas Naturais do Brasil (Arpen-Brasil), o número de óbitos por essas doenças no país passou de 140 mil no 1º sem de 2020 para 150 mil mortes no mesmo período de 2021.

O cardiologista, Roberto Kalil Filho, ressalta que o infarto e o acidente vascular cerebral (AVC) respondem por quase 20 milhões de mortes no mundo. "Um fator de risco é a hipertensão arterial, um mal silencioso e que pode ser de forma leve a até mais grave no aumento da pressão arterial", disse.

Em vídeo publicado em suas plataformas digitais (https://www.instagram.com/p/CTvhfC5t59G/), o especialista fala sobre o mês do coração, o "Setembro Vermelho", destacando, ainda: "É importante que o indivíduo com diagnóstico de pressão arterial cuide da alimentação, pratique atividade física e mantenha em dia a medicação orientada pelo seu médico".

De acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), as doenças cardiovasculares são as que mais matam no Brasil e atingem aproximadamente 14 milhões de pessoas, resultando no óbito de pelo menos 400 mil brasileiros anualmente. No total, esse tipo de enfermidade representa 30% das mortes ocorridas no Brasil.

Alimentos que devem ser evitados

Optar por uma alimentação equilibrada e que considere diminuir ou cortar da dieta o consumo de sal, frituras em geral, açucares, bebidas alcoólicas, alimentos embutidos e ultraprocessados, além de gordura trans e saturada, sem dúvida, ajudará na prevenção de doenças cardiovasculares. "A alimentação saudável, com uma dieta que contemple carnes magras, legumes, frutas e verduras, por exemplo, aliada a prática regular de exercícios físicos, tem papel fundamental no controle das doenças do coração", disse o cardiologista.

Estudo publicado no Jornal do Colégio Americano de Cardiologia (JAAC Journals), em março de 2021, sobre a dieta de mais de 3 mil pacientes, constatou que alimentos ultraprocessados fornecem 58% da energia total na dieta nos Estados Unidos. Com o consumo diário médio de 7,5 porções, o risco de doença cardíaca grave aumentou em aproximadamente 10%. Os pesquisadores coletaram os dados por 17 anos.

Pandemia da covid-19 e aumento de casos

O cardiologista Roberto Kalil cita que a pandemia de covid-19 afastou os pacientes dos consultórios e exames e que a falta de acompanhamento e cuidados adequados e necessários à rotina dos pacientes podem sim resultar em complicações e até mortes. "Vale ressaltar a fundamental manutenção da rotina de cuidados e acompanhamento médico dos pacientes cardíacos e demais, mesmo durante a pandemia. E isso se deve principalmente porque a doença pode gerar desdobramentos, trazendo outros problemas de saúde. É o que chamamos de Síndrome Pós-Covid", completa Kalil.