14°C
Erechim,RS
Previsão completa
0°C
Erechim,RS
Previsão completa

Publicidade

Saúde

Dor lombar.jpg

Dor lombar crônica pode afetar até 80% da população adulta em alguma fase da vida

Por Assessoria de imprensa
Foto Divulgação

Estudos recentes mostram que a dor lombar crônica (DLC) é experimentada por 70 a 80% dos adultos em algum momento da vida, sendo que cerca de 23,5% da população mundial apresenta esse tipo de dor. No Brasil, estatísticas revelam uma variação entre 4,2% e 25% dos indivíduos com o problema, mas a falta de estudos epidemiológicos não permite aferir valores que reflitam o real impacto dessa dor entre a população. No entanto, uma pesquisa realizada no Laboratório do Estudo da Dor e Funcionalidade no Envelhecimento (Ladorfe), do Departamento de Gerontologia (DGero) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), aborda a dor lombar crônica inespecífica (DLCI) em idosos utilizando, também, abordagens do Pilates e da Educação em Neurociência da Dor (END).

O trabalho é realizado pela graduanda em Gerontologia da UFSCar, Maria Júlia da Cruz Souza, sob orientação da docente, Karina Gramani Say. A pesquisa irá avaliar a influência da Educação em Neurociências da Dor, associada ao método pilates, no entendimento, na intensidade e no enfrentamento da DLCI em pacientes idosos, com uso ou não de abordagens educativas. 

Dor lombar

A DLC ocorre na região lombar inferior e pode irradiar para as pernas, com duração maior do que três meses. É considerada inespecífica quando a causa da dor não está relacionada à alteração estrutural, lesão óssea ou articular, escoliose ou lordose acentuada. De acordo com Karina Say, ter dor lombar na velhice faz com que muitos idosos tenham dificuldade de realizar as atividades básicas de vida diária relativas a seu autocuidado, como vestir-se, tomar banho, e as atividades instrumentais de vida Diária, como fazer compras e ir ao supermercado.

A Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG) aponta que esse tipo de dor pode aumentar o declínio da capacidade funcional, diminuindo o desempenho na realização das atividades e aumentando a dependência dos idoso. "Além de afetar os domínios físicos da saúde, tem impacto também nos domínios psicológicos e sociais, sendo fator de risco para ansiedade, depressão e isolamento social", complementa a docente.