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Saúde

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Psicólogo ou psiquiatra? Entenda quem procurar

Por Assessoria de Comunicação
Foto Divulgação

Cuidar da saúde mental é primordial para a qualidade de vida, e é cada vez mais o objetivo da população. Com o cotidiano agitado, cobranças, problemas e frustrações, as pessoas estão mais suscetíveis a desenvolverem transtornos mentais, depressão e ansiedade. Mas, e na hora de procurar ajuda, quem é o mais indicado: psicólogo ou psiquiatra? Embora os dois profissionais sejam responsáveis pela saúde psicológica, há algumas diferenças nos métodos e públicos que cada um atende.

Psiquiatra

Psiquiatra é um profissional formado em medicina com especialização em psiquiatria. Por ter vasto conhecimento sobre neuroquímica, esse especialista possui abordagem e diagnósticos voltados para a biologia: em vez de observar os padrões de comportamento do paciente, ele pede exames laboratoriais e avalia se existe falta de vitaminas que afetam a saúde psicológica. Ele atua principalmente no tratamento de transtornos mentais e de humor - como bipolaridade, esquizofrenia, depressão, ansiedade, entre outros. O psiquiatra pode receitar medicamentos para diminuir os sintomas e melhorar a qualidade de vida do paciente.

Ao contrário do que muitos pensam, esse profissional não atende "pessoas loucas" e não trabalha apenas com casos complexos em instituições de transtornos mentais: hoje em dia, ele atende em consultório ou clínicas. No entanto, é mais comum que os pacientes sejam encaminhados após uma consulta com clínico médico ou psicólogo - seja para complementar terapias ou para fazer o tratamento de forma integral com o psiquiatra.

Psicólogo

Formado na faculdade de psicologia, o psicólogo não trata apenas transtornos mentais, mas também ajuda o paciente na jornada pelo autoconhecimento, controle emocional, processo de luto, traumas, problemas sociais, no trabalho, na família, baixa autoestima e muito mais. Embora os dois profissionais atuem na psicoterapia, ou seja, conversem com o paciente para descobrirem como ajudar, o psicólogo avalia os padrões de comportamento do paciente como sono, hábitos, alimentação e motivos para pensamentos negativos.

O psicólogo não pode receitar medicamentos - quando há a necessidade do uso de antidepressivos, por exemplo, o profissional encaminha para o psiquiatra. O trabalho do psicólogo clínico acontece por meio de abordagens terapêuticas, como:

- Psicanálise
Com uma análise mais profunda e lenta, o terapeuta faz algumas perguntas e ouve as respostas ou relatos de sonhos do paciente na busca de sinais de traumas do passado ou conflitos internos que justifiquem a personalidade dele. Essa abordagem, baseada nos estudos de Sigmund Freud, parte da premissa de que todos têm um inconsciente onde acontecem os processos psíquicos.

- Terapia Analítica
Bem parecida com a psicanálise, a Terapia Analítica foi desenvolvida por Jung, discípulo de Freud. Nela, o profissional busca observar os símbolos do inconsciente do paciente e faz uma análise interpretativa para entender melhor o paciente. 

- Psicologia Comportamental
Um dos tipos mais comuns de terapia, na abordagem comportamental o paciente fala e o psicólogo escuta. Durante as sessões, são observados os padrões de comportamentos em diversas situações para tornar o paciente mais consciente deles e mudar aos poucos. É comum haver “lições de casa”, exercícios de respiração e relaxamento.

- Cognitivo-comportamental
Além dos comportamentos, a Terapia Cognitivo-Comportamental, conhecida também como TCC, avalia a visão que o paciente tem do mundo. Não são analisados apenas os padrões de ações, mas também de pensamentos e sentimentos. O objetivo é mudar crenças limitantes e distorcidas das coisas ao treinar o pensamento com exercícios e estímulos.

- Terapia familiar ou de casal
Nela, o profissional analisa o paciente dentro do contexto familiar e ajuda a lidar com rupturas, perdas, dificuldade na comunicação ou sexual (no caso de casais). Pode ser feita em grupo ou individualmente.

Não há um tempo padrão para as terapias: a quantidade de sessões varia caso a caso. Também não há um tipo certo de terapia para cada pessoa; é necessário entender quais são os objetivos e se sentir seguro ao conversar com o profissional.

Quando procurar ajuda

Não é preciso ter qualquer tipo de sintoma para passar com um psicólogo. No entanto, existem alguns sinais de que é necessário procurar ajuda, como: baixa autoestima, falta de ânimo, falta de vontade de realizar atividades que antes eram prazerosas, crises de ansiedade, estresse extremo e constante.

O psiquiatra deve ser procurado diretamente quando houver suspeita de transtornos de personalidade ou humor, pois a maior parte dos casos são tratados com medicamentos para controlar os sintomas.