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Saúde

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Atuação de enfermeiros em Serviços de Radioterapia

Por Damaris Cristine Maleski Giacomel
Foto Divulgação

O conhecimento da atuação do profissional enfermeiro nas mais diversas áreas clareia a sua importância quanto ao cuidado e a qualidade do serviço. Dentre as atividades em saúde, este profissional atua diretamente no cuidar, educar, coordenar, colaborar e supervisionar.

Os casos de câncer vem crescendo ano após ano no mundo todo configurando um dos maiores problemas de saúde pública. A Organização Mundial da Saúde (OMS) nos mostra que, para o ano de 2030, cerca de 27 milhões de casos incidentes e aproximadamente 17 milhões de mortes serão ocasionadas por esta doença.

Uma das características do câncer é a sua agressividade celular, com multiplicação muitas vezes incontrolável, o que o torna uma doença complexa necessitando uma abordagem abrangente e multidisciplinar.   Diante disso, diferentes modalidades terapêuticas são necessárias para um tratamento eficaz visando a obtenção da cura ou a melhora na qualidade de vida do paciente com câncer.

Dentre as modalidades de tratamento temos a radioterapia que evoluiu, e muito, no prognóstico de muitas neoplasias. Indubitavelmente, a radioterapia é consagrada como um tratamento neoplásico de muita eficácia, no entanto, pode causar determinadas manifestações clínicas ou, efeitos adversos indesejáveis, agudos ou crônicos, que serão observados durante e mesmo após a sua aplicação. Esses estão diretamente ligados ao local de tratamento, contudo, o de maior ocorrência é a radiodermite pois, em torno de 95% dos pacientes irão apresentar em algum momento do tratamento. A gravidade e a ocorrência destes efeitos dependem da patologia, local a ser tratado, dose, estado nutricional do paciente, idade, fragilidade cutânea, associação com outros tratamentos, dentre outros.

Frente ao exposto acima, o enfermeiro é o profissional apto para atuar na intervenção desses sinais e sintomas da pele e demais alterações que possam surgir.  O conselho Federal de Enfermagem (COFEn), por meio da Resolução nº 211/1998, dispõe sobre a atuação deste profissional em radioterapia, e afirma que o enfermeiro deve fazer parte tanto no plano assistencial, administrativo, assim como no educativo por meio do planejamento, organização, supervisão, execução e avaliação de todas as atividades de enfermagem aos pacientes submetidos a esta modalidade de tratamento.

Cabe a enfermagem estar sempre presente, junto aos pacientes e seus familiares, prestando uma assistência construída a partir de uma base de confiança, de qualidade e acima de tudo humanizada, sempre visando minimizar os efeitos adversos durante este período. Não obstante, faz-se necessário que o enfermeiro obtenha conhecimento de todas as etapas do tratamento radioterápico e intervenha, quando necessário, de maneira segura e eficaz.  

 

 

Enfermeira responsável do setor de Radioterapia do COC Erechim Centro de Câncer