18°C
Erechim,RS
Previsão completa
0°C
Erechim,RS
Previsão completa

Publicidade

Saúde

idoso.png

Perda de memória: quando eu devo me preocupar?

Por Assessoria de Comunicação
Foto Divulgação

Esquecimentos diários sobre pequenas coisas do dia a dia. A reclamação é constante sobretudo entre idosos: onde deixei a chave do carro? O que eu ia comprar mesmo no supermercado? Onde eu anotei aquele recado importante? É comum vermos pessoas idosas reclamarem de se esquecerem dos fatos que ocorreram recentemente. A boa notícia é que muito do que se pensa sobre a memória é na verdade um mito, e sim: ela pode ser melhorada com os estímulos certos.

Quando os assuntos têm relação com o passado e com fatos importantes, a lembrança das pessoas 60+ parecem completamente preservadas, muitas vezes repletas de detalhes sobre fatos que aconteceram durante a infância, o início do casamento; momentos marcantes do seu time de futebol; a primeira professora da escola ou mesmo ao nascimento de um filho.

Segundo a professora doutora em Gerontologia, Thais Bento Lima Silva, ao longo dos últimos anos diversas pesquisas científicas explicaram que essas lembranças podem estar relacionadas diretamente ao componente emocional que envolve aquele acontecimento “Possivelmente a pessoa se lembrará com mais facilidade dos fatos com forte apelo emocional. Sem a memória afetiva não teríamos uma história de vida, não nos apropriaríamos das experiências pessoais que pudessem moldar o nosso comportamento e dar a característica a quem somos, enquanto pessoas, neste mundo tão diversificado”, explicou a pesquisadora.

Preconceito e memória

Há séculos convivemos com mitos e crenças relacionados à memória e à velhice. De forma geral, qualquer esquecimento de uma pessoa com mais idade já é visto como uma doença. Com frequência são feitas alusões aos esquecimentos dos idosos e às suas confusões mentais como sinais de algo mais sério. Entretanto, segundo a gerontóloga, em muitos casos os esquecimentos dos idosos são semelhantes aos apresentados pelos mais jovens, porém por se tratar de indivíduos idosos, há uma interpretação quase sempre estigmatizada quando o esquecimento vem dos idosos.

Durante o processo de envelhecimento normal, o cérebro passar por mudanças, por exemplo, é comum esquecer-se de palavras que estão na ponta da língua, mas que não veem à mente de imediato; demorar para fazer contas de cabeça, no decorrer do envelhecimento torna-se mais trabalhoso, e a gravação de nomes de pessoas que acabou de conhecer também se torna mais desafiador”, esclareceu.

Quando eu devo me preocupar?

O que não é comum de acontecer no processo de envelhecimento da memória e que, segundo a especialista, aponta para a necessidade de procurar profissionais especializados para uma avaliação cognitiva, é esquecer como realizar trajetos rotineiros; nomes de pessoas conhecidas de sua vivência; ter problemas relacionados ao julgamento e ao senso crítico; dificuldades de memória muito frequentes; repetição da mesma informação que já foi dita em intervalos pequenos de minutos; não lembrar o nome de objetos e itens do cotidiano e ter mudanças na qualidade de execução de tarefas rotineiras, apresentando dificuldades em tarefas como pagar contas; fazer compras; lidar com dinheiro; fazer uma ligação telefônica; escolher um roupa adequada para determinada ocasião ou ambiente; preparar uma refeição; dirigir; entre outras atividades que exigem autonomia e gerenciamento da própria vida.

Os estudos científicos das neurociências, reforçam a importância de otimizarmos o desempenho das habilidades mentais, por meio de exercícios de estimulação cognitiva, popularmente conhecidos como exercícios de ginástica para o cérebro. Eles podem colaborar para amenizar os esquecimentos comuns que surgem no processo de envelhecimento e são também atividades preventivas para que o cérebro aumente a sua reserva cognitiva e passe por um processo chamado de plasticidade.