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Especialista reforça alerta no Outubro Rosa: diagnóstico precoce, melhores resultados

Por Izabel Seehaber
Foto Izabel Seehaber

Um mês voltado diretamente à saúde da mulher e os cuidados que são imprescindíveis para manter a saúde e o bem-estar. O ‘Outubro Rosa’ começou nos Estados Unidos e aos poucos se expandiu para muitos países, sendo uma manifestação com o objetivo de ampliar o olhar para o câncer de mama, doença que é a mais incidente nas mulheres, após o câncer não melanoma. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca) a previsão é que neste ano surjam em torno de 59.700 novos casos no Brasil.

O médico ginecologista e obstetra de Erechim, Nelson Sabadin, frisa que essa questão é muito grave e é preciso encontrar formas para prevenir. “Há o exame clínico das mamas e a mamografia, pelos quais é possível prevenir a maior parte das lesões”, reforça.

Conforme o especialista, sempre é comentado que o ‘Outubro Rosa’ está relacionado ao câncer de mama mas poderíamos dizer que é o mês da mulher – focado, ainda, na prevenção de doenças do colo do útero, endométrio, enfim, toda a saúde merece uma atenção redobrada.

Por isso, as campanhas, tanto na saúde pública como na privada, são fundamentais. “Tanto no Centro Hospitalar Santa Mônica como no Hospital de Caridade, estamos dispostos a fazer toda essa parte de prevenção”, destaca Sabadin.

Mulheres mais conscientes

Na opinião do médico erechinense, atualmente as mulheres estão mais preocupadas em cuidar da própria saúde, considerando que hoje as informações são disponibilizadas de forma muito rápida e o público feminino está cada vez mais independente e consciente da prevenção de diversos problemas. “Isso é muito bom, positivo, pois a mulher está comprometida com o próprio bem-estar”, frisa.

Sinais de alerta

Aos pacientes com fatores de risco para o câncer de mama, como familiares de primeiro grau de pessoas com a doença, familiar de qualquer grau com câncer de mama bilateral, com câncer de ovário e outros, a prevenção deve acontecer a partir dos 35 anos, sendo anual até os 80. Às mulheres sem fator de risco, as consultas e exames específicos devem ser feitos a partir dos 40 anos, com exame de mamografia. “O exame é muito seguro e tem um custo-benefício muito interessante para detecção da doença”, orienta Sabadin, citando que a incidência é comum e pode acometer até mesmo mulheres jovens, com suas famílias recém-formadas. Por isso é muito importante visitar o ginecologista periodicamente.

Os principais sinais de alerta são: abaulamento da mama, alguma ferida que não cicatriza, íngua embaixo do braço, no pescoço, entre outras situações em que é preciso pesquisar.

Tratamento

O tratamento, de acordo com o ginecologista, tem sempre o viés de preservar ao máximo a mama, mesmo que haja um procedimento cirúrgico. Contudo, há técnicas e procedimentos pelos quais é possível recuperar a autoestima dessa mulher. Erechim conta com vários profissionais habilitados e que são referência nesses tratamentos. Há clínicas em que é possível, em determinados casos, fazer o tratamento e manter o cabelo.

O tratamento conta com cirurgia, quimioterapia e radioterapia (em alguns casos). “Em meio a essas questões, é muito importante o papel da família, de uma rede de apoio organizada. Para a mulher, a doença não deixa de ser incapacitante, pois a mama é um dos símbolos dela”, comenta.

Por isso, sempre é bom esclarecer as dúvidas com o próprio médico. “É fundamental a relação de confiança com o especialista e contar com um profissional que estará a seu lado quando você precisar. A prevenção é essencial, não vamos deixar uma doença se instalar. Vamos tentar fazer o diagnóstico cada vez mais precoce e atingir melhores resultados. Nós precisamos de vocês”, reforça o ginecologista.

Fique atento

* Se você tem acima de 40 anos, consulte com seu ginecologista;

* Se você tem algum fator de risco, a partir dos 35 anos procure o seu ginecologista para fazer um exame físico e solicitar os exames;

* Tente se ver uma vez por mês na frente do espelho observando se há algum abaulamento da mama.

* O exame da mama é desconfortável, mas é muito necessário. As sensações dependem e variam em cada mulher, mas o importante é que o exame não causa problemas, muito pelo contrário, pode prevenir sérias complicações.

 

 

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