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Saúde

Entre os problemas mais comuns está a dor embaixo do pé, no osso do calcâneo

Especialista alerta quanto aos cuidados dos pés

Por Izabel Seehaber jornalismo@jornalbomdia.com.br
Foto Divulgação

O quanto você presta a atenção nos seus pés? Isso mesmo, aqueles que são responsáveis pela sustentação do nosso corpo mas que nem sempre são lembrados com o cuidado que merecem.

Seja para andar, exercitar-se ou simplesmente ficar em pé no trabalho, por exemplo, os pés devem ser observados para evitar dor e até mesmo algum tipo de problema mais sério. 

Alguns aspectos básicos podem auxiliar no bem-estar e na qualidade de vida dos pés. Quem nos explica é o médico ortopedista de Erechim, Miguel Flores do Amaral Neto, especialista em pé e tornozelo.

Segundo Miguel, os cuidados com a saúde dos pés envolvem desde a escolha do calçado, a posição no trabalho a ser realizado, entre outros fatores. Quando as pessoas sentem alguma dor que pode ter surgido durante as atividades laborais ou até mesmo na prática de um esporte, vale procurar um médico e investigar as causas.

O diagnóstico é feito por meio de exames como raio X e ultrassom para avaliar a parte óssea e muscular. “Nos casos em que é preciso investigar mais profundamente é solicitada uma ressonância magnética ou uma tomografia”, explica.

Conforme o especialista, entre os problemas mais comuns está a dor embaixo do pé, no osso do calcâneo. “Em muitos casos isso está associado ao tipo de trabalho, ao aumento de peso - atualmente a população, de um modo geral, tem um aumento significativo do peso corporal. A doença é a fascite plantar, conhecida popularmente como esporão de calcâneo”, comenta, citando que o problema não é uma alteração na parte óssea, mas gera dor e desconforto por ser uma inflamação. “A longo prazo pode gerar uma calcificação que gera desconforto na maioria dos pacientes”, acrescenta.

Outros problemas se referem ao conhecido ‘tendão de Aquiles’, muito relacionado aos casos em que pacientes precisam subir escadas ou passar em outros terrenos irregulares. “Isso gera dor para as atividades do dia a dia e até mesmo incapacidade para exercer os trabalhos diários”, relata o médico.

Miguel salienta que a joanete é outro problema comum, sendo mais frequente em mulheres (em torno dos 30, 40 anos em diante – acontecem em pessoas mais jovens, porém envolve fatores genéticos) e que muitas vezes necessita tratamento cirúrgico.

Prevenção:

A orientação do especialista é: escolha o calçado mais confortável (evitar o solado muito flexível como rasteirinhas). Quanto mais o pé se adequar a ele, melhor para evitar tais problemas; pratique atividades físicas com alongamento, mantendo a musculatura em um condicionamento adequado; faça o controle do peso e evite o uso de anti-inflamatórios por tempo prolongado.

 

 

 

 

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