Fisioterapia recupera força de pacientes em diálise
Uma terapia de saúde tem sido cada vez mais importante na vida de pessoas portadoras de doenças renais crônicas: a fisioterapia. Com ações preventivas e corretivas integradas às mais diversas áreas, os resultados têm sido importantes para a qualidade de vida dos pacientes. “As dificuldades dos pacientes renais crônicos, cujos rins pararam de funcionar, decorrem de uma série de fatores que alteram a força dos músculos e ossos, e se acelera com a atrofia de desuso, o prejuízo do metabolismo muscular, a disfunção autonômica, a má nutrição e algumas comorbidades associadas. Pacientes dialisados apresentam alterações físicas e psicológicas importantes e dadas as restrições impostas pela doença, tais alterações acarretam descondicionamento físico e prejuízo na qualidade de vida. Por isso, é comum os pacientes apresentarem perda de força muscular, diminuição da massa óssea e da capacidade física, o que aumenta o risco de queda, além da chance de desenvolverem problemas cardiovasculares”, explica a fisioterapeuta, Lorena Graziele Pereira.
A fisioterapia para pacientes renais exerce um papel preventivo e educativo por meio da realização de orientações aos pacientes para minimizar as complicações secundárias. “Percebe-se que os pacientes demonstram diminuição da capacidade funcional devido à baixa tolerância ao exercício. Essa diminuição pode causar alterações musculoesqueléticas como fadiga e diminuição da resistência. Sendo assim o exercício físico se apresenta como recurso terapêutico na prevenção e no retardo destas alterações”, explica.
A fisioterapia para pacientes renais também pode atuar nas complicações do tratamento dialítico com cinesioterapia e massoterapia. “A fisioterapia pode contribuir para a redução da incidência de cãibras, pois os alongamentos devolvem aos músculos seu comprimento e elasticidade normal; a massoterapia promove relaxamento muscular e diminui a síndrome das pernas inquietas, além de promover uma melhor hidratação da pele, diminuindo as sensações de pruridos e as calcificações metastáticas na epiderme. A drenagem linfática favorece a diminuição de edemas e os exercícios de fortalecimento ajudam a devolver a tensão normal do músculo e auxiliam no retorno venoso, além de promoverem o aumento da força muscular necessária para a realização de suas atividades de vida diária. A fisioterapia contribui de forma significativa na prevenção, no retardo da evolução e na melhoria de várias complicações apresentadas pelo paciente renal”, complementa.