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Saúde

Oftalmologista Fábio Vaccaro durante uma cirurgia de transplante de córnea

Campanha de alerta para o Ceratocone: doença hereditária e progressiva

Por Assessoria de Comunicação
Foto Divulgação

O Ceratocone é uma doença hereditária que provoca deformações na córnea, a principal lente do olho humano. Isso pode acontecer em graus variáveis com o afilamento em formato de cone. Diante disso, a visão pode piorar progressivamente, ficando distorcida, com sombras, muitos reflexos, ocasionando muita dificuldade em enxergar à noite.

A campanha ‘Junho Violeta’ reforçou o alerta em relação à prevenção do Ceratocone. De acordo com o Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), o problema atinge uma a cada 2 mil pessoas no Brasil e, por ano, afeta cerca de 150 mil brasileiros. A falta de acompanhamento especializado agrava ainda mais o problema.

Em Erechim, o médico oftalmologista do Instituto de Olhos Santa Luzia, Fábio Vaccaro, especialista em Córnea e Cirurgia Refrativa, explica que o ceratocone é uma doença que pode iniciar no fim da adolescência ou início da idade adulta. O profissional alerta, também, que crianças com quadro grave de alergia ocular podem apresentar ceratocone ainda na infância. “A coceira ou a alergia nos olhos estão entre os principais fatores relacionados ao ceratocone, sendo que o diagnóstico ocorre com exames complementares, após a consulta oftalmológica, que avaliam a curvatura e espessura corneana, sendo estes a topografia (ou ceratoscopia/pentacam) de córnea e a tomografia de córnea”, pontua Fábio ao acrescentar que o paciente deve observar sintomas como: baixa de visão que não melhora totalmente com o uso de óculos; mudança brusca de grau (principalmente aumento do astigmatismo) e dificuldade de visão noturna.

Cuidado e atenção aos pacientes

Segundo o especialista do Instituto de Olhos Santa Luzia, o cuidado dos pacientes segue dois objetivos principais: o primeiro é buscar paralisar o desenvolvimento da doença, quando em fases iniciais, evitando que a visão piore. “Sendo assim, é importante a conscientização do paciente para que não coce os olhos. Outra opção muito eficiente em casos leves é a aplicação de Crosslinking de Colágeno – que é uma vitamina B, a Riboflavina, que juntamente com luz em determinado comprimento de onda faz com que a superfície da córnea enrijeça e assim pare de se deformar”, esclarece.

O segundo objetivo é melhorar a visão. “Com a evolução da doença, o paciente precisa usar lentes de contato especiais que buscam regularizar a superfície da córnea, ou até mesmo, é indicada a realização de cirurgia. Em graus intermediários o implante de Anel de Ferrara, que tem como objetivo, aplanar e regularizar a córnea, consegue propiciar mais qualidade de visão ao paciente”, relata o médico ao mencionar que o Instituto de Olhos Santa Luzia dispõe de precisão e segurança do Laser Femtosegundo que faz os túneis no lugar exato para o implante do anel indicado, trazendo assim resultados ainda melhores”, destaca Fábio.

Já em casos mais graves, o paciente é submetido ao transplante de córnea. “O índice de sucesso com o procedimento é elevado, devido ao fato de a córnea não ter vasos sanguíneos, o que diminui o índice de rejeição”, observa o oftalmologista.

Fique atento!

Aos pacientes, vale frisar que é essencial a prevenção e o acompanhamento profissional, que se divide entre: estabilizar a doença evitando sua progressão e melhorar a acuidade visual.