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Saúde

Cuidados especiais são indispensáveis nas diferentes fases da convivência com a doença

Maio Roxo: mês de conscientização sobre doenças inflamatórias intestinais

Por Assessoria de Comunicação
Foto Divulgação

No calendário da saúde, o mês de maio é conhecido como Maio Roxo, período destinado à conscientização sobre as DII: Doenças Inflamatórias Intestinais. O problema exige atenção, por se tratar de uma condição crônica que não tem uma causa exata conhecida pela literatura médica. É uma patologia que possui picos e surtos, o que permite a seus portadores uma vida normal na maior parte do tempo. Entretanto, cuidados especiais são indispensáveis nas diferentes fases da convivência com a doença, especialmente no cuidado com a alimentação. “As Doenças Inflamatórias Intestinais (DII) são doenças autoimunes do sistema digestório que geram uma inflamação crônica ao longo de todo o trato gastrointestinal. As apresentações mais comuns são a Doença de Crohn e a Retocolite Ulcerativa”, afirma a nutricionista, Bettina Del Pino.

A Doença de Crohn, citada pela nutricionista, pode atingir todo o trato gastrointestinal. Seus principais sintomas incluem diarreia, cólica abdominal e sangramento retal. Também pode ocorrer febre e perda de apetite, seguido de perda de peso.  Já a Retocolite Ulcerativa se caracteriza por inflamação e ulceração da camada mais superficial do cólon, causando lesões erosivas e sangramento intestinal. Os sinais da doença são parecidos com os da Doença de Crohn, incluindo diarreia sanguinolenta, eliminação de muco, cólicas abdominais e urgência para evacuar. 

Alguns fatores podem agravar os sintomas, como uma dieta rica em carboidratos e gorduras, estresse, desequilíbrio da microbiota intestinal e baixa imunidade. Dessa forma, o mais importante durante o tratamento de uma DII são os hábitos alimentares, como afirma Del Pino. “A alimentação será uma aliada no tratamento e no controle dos sintomas, além do controle de desnutrição. Dessa forma, a alimentação deve ser equilibrada, rica em fibras, antioxidantes, vitaminas e minerais. Porém, quando a doença estiver ativa, é importante seguir uma dieta branda e baixa em fibras para redução da motilidade intestinal e da fermentação bacteriana.” Ela ainda afirma que é importante evitar alimentos industrializados, ricos em gorduras e açúcares. Na fase ativa da doença, evitar o consumo de laticínios e fibras em excesso é essencial.

A nutricionista finaliza reiterando que pessoas portadoras de Doenças Inflamatórias Intestinais podem levar um dia a dia como o de qualquer outra pessoa, e aborda o papel da nutrição nessa normalidade. “Uma pessoa com essa enfermidade pode manter uma vida normal, desde que com os cuidados necessários com a alimentação e hábitos saudáveis. O objetivo é manter o bem-estar do paciente e reduzir os sintomas da doença”.