25°C
Erechim,RS
Previsão completa
0°C
Erechim,RS
Previsão completa

Saúde

As úlceras venosas aparecem em consequência de uma série de alterações secundárias

Úlceras que acometem membros inferiores podem trazer várias complicações

Por Assessoria de Comunicação
Foto Divulgação

Causadas por diversos fatores como hereditariedade, doenças preexistentes, obesidade, sedentarismo e tabagismo, as úlceras são lesões superficiais ou profundas que podem trazer várias complicações ao indivíduo. No caso das úlceras que ocorrem em membros inferiores, existem dois tipos principais: as venosas ou varicosas e as arteriais, que surgem por meio de problemas vasculares, ou seja, irregularidades na circulação do sangue.

As úlceras venosas aparecem em consequência de uma série de alterações secundárias. São elas: presença de varizes (veias dilatadas e tortuosas); falta de musculatura adequada nos pés, coxas e panturrilhas, e na área abdominal e lombar; e incapacidade de manter uma expansão correta da caixa torácica durante movimentos inspiratórios. Em algumas situações, distúrbios no coração, como a insuficiência cardíaca, contribuem com o surgimento de feridas em membros inferiores devido ao edema que se forma na região das pernas.

A cirurgiã vascular, Marita von Rautenfeld, explica que a falta de cuidados com a higiene, como a presença de lesões micóticas nos pés, porta de entrada para possíveis bactérias e fungos, também pode provocar infecções na pele (chamada erisipela), e culmina com a inflamação crônica e o desenvolvimento das úlceras venosas. “Além disso, uma ferida recorrente aumenta a chance de um indivíduo sofrer com complicações, entre elas a endocardite, reduz a imunidade do paciente, e, portanto, facilita a manifestação de outras doenças, inclusive as tromboses, resulta em severas alterações da marcha e postura da pessoa e, assim, leva ao prejuízo de articulações e outras áreas importantes do corpo, como quadril, coluna e joelhos”.

As úlceras arteriais ou isquêmicas são ferimentos formados por conta da obstrução das artérias. Eles aparecem quando há lesão em um tecido pobre em oxigenação. A falta de sangue, rico em oxigênio e nutrientes para irrigar os tecidos, causa a morte celular e, consequentemente, facilita o surgimento das fissuras. A presença delas representa um risco mais elevado de perda do membro, ou seja, um aumento da chance do quadro já grave evoluir para a falência da extremidade acometida pela ferida.

Existem ainda as úlceras de Buruli, causadas por uma bactéria que se alimenta de carne. O contágio ocorre por meio de água contaminada ou por picadas de insetos vetores que se infectaram com o sangue de animais portadores das bactérias. Os primeiros sinais são edema nas partes atingidas, em geral braços ou pernas. No entanto, acometem não apenas a pele, mas o tecido ósseo, e causam grandes deformidades no paciente, até mesmo uma amputação.

Formas de Prevenção

Na opinião da Dra. Marita, apesar das diferenças entre os tipos de úlceras, a prevenção é a melhor maneira de evitá-las. No caso das úlceras venosas, o indivíduo deve controlar o peso, manter a mobilidade das articulações e da musculatura, praticar exercícios físicos regularmente, proteger a pele contra arranhões e picadas de insetos e cuidar do coração.

Já as úlceras arteriais ou isquêmicas podem ser evitadas na medida em que a pessoa tenha controle dos fatores de risco para o aparecimento das doenças vasculares. Os principais são: tabagismo (que pode levar ao processo de entupimento das artérias por inflamar as suas paredes e provocar o desenvolvimento da chamada ateromatose); diabetes mellitus (doença que também inflama as artérias e propicia o acúmulo de gorduras e placas calcificadas) e hipertensão arterial. “Nos pacientes mais idosos e debilitados, sem dúvida nenhuma, a presença de úlceras, em especial as arteriais, representa uma maior chance de óbito com precocidade. Por isso, procurar por um médico vascular é fundamental para fazer o diagnóstico e conduzir o tratamento”, ressalta.