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Saúde

Doença atinge cerca de 150 mil mulheres por ano

Adenomiose pode atingir mulheres de todas as idades

Por Assessoria de Comunicação
Foto Divulgação

Embora seja bastante parecida com a endometriose, existe outra doença que também pode impactar a fertilidade feminina: a adenomiose. O médico especialista em endometriose, adenomiose e miomas, Dr. Thiers Soares, destaca a importância do ‘Abril Roxo’ e fala sobre a atenção e conscientização sobre essa doença, que atinge cerca de 150 mil mulheres por ano e pode ser caracterizada como o crescimento da camada do endométrio (tecido que reveste o útero), de forma anormal na musculatura uterina.

Entre os sintomas mais comuns, estão a cólica mais forte que o normal e a dificuldade de engravidar e manter essa gestação - ou seja, mulheres que apresentam abortos espontâneos, assim com a distensão abdominal. O tratamento pode ser medicamentoso ou até mesmo cirúrgico. “Logo após o diagnóstico, os remédios tratam os sintomas mais comuns da mulher, como dor e sangramento. Vale ressaltar que a pausa da menstruação com hormônios também pode ajudar na qualidade de vida e estabilizar a evolução do quadro”, aponta Dr. Thiers Soares.

Agora, quando há o desejo de ser mãe, o especialista ressalta que o tratamento cirúrgico deve ser colocado em pauta o mais rápido possível. Claro, que é possível engravidar de forma natural após o procedimento, porém, como afirma o médico, “a cirurgia robótica é a via mais indicada para a ressecção da adenomiose, já que a técnica é muito mais precisa, e tem como finalidade dar mais qualidade de vida à mulher - além de garantir a fertilidade”, explica Soares.

Fatores de risco e possíveis causas para a adenomiose

A causa da adenomiose pode ser caracterizada por diversos fatores, como traumas uterinos - causados por cesáreas e/ou curetagens em casos de aborto espontâneo, por exemplo. Ainda, outra possibilidade é em mulheres que menstruaram antes dos 10 anos, ou seja, muito jovens. A multiparidade, ou seja, mais de duas gestações também pode ser um fator de risco para o desenvolvimento da doença. “O tratamento adequado e o diagnóstico preciso são as ferramentas mais adequadas para garantir o bem-estar e a qualidade de vida da mulher”, afirma Dr. Thiers Soares.