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Cultura

No Dia do Arquiteto, data serve para pensar na preservação dos monumentos históricos

Ruinas da primeira escola de Erechim carece de projetos e iniciativas para sua reconstrução

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Por Carlos Silveira
Foto Carlos Silveira

  O Dia do Arquiteto e Urbanista é comemorado, em todo o Brasil, nesta sexta-feira,15. Originalmente, essa data era comemorada em 11 de dezembro. O dia fora instituído em 1933 por meio de Lei Federal, no mesmo momento em que os cursos da área tinham sido oficializados pelo governo brasileiro.

 Para tanto, um nome brasileiro expoente da área e reconhecido mundialmente faria essa data comemorativa ser alterada. Foi após o falecimento de Oscar Niemeyer que o Dia do Arquiteto e Urbanista passou a ser no dia 15 de dezembro, mesmo dia em que o profissional se foi.

Niemeyer

 Niemeyer fez grandes contribuições ao Brasil, ao lado de outros nomes da arquitetura e urbanismo nacionais. O principal exemplo de projetos assinados por Oscar é a capital federal Brasília, que foi projetada inteiramente para atender a demanda do governo.

 O Palácio da Alvorada, a Catedral de Brasília e o Terminal Rodoviário são exemplos de obras que têm respectivamente as mãos de Niemeyer e do arquiteto Lúcio Costa.

202 mil profissionais

 No país, são mais de 202 mil arquitetos e urbanistas cadastrados no Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil. Na categoria também estão inclusos os designers de interiores, mas estes têm seu dia comemorativo reservado também.

 Os arquitetos e urbanistas dão forma a obras que traduzem épocas, conceitos e pensamentos. Junto aos engenheiros civis, verdadeiras obras de arte são erguidas transformando ruas e avenidas em verdadeiras exposições a céu aberto. Os urbanistas, por sua vez, planejam e projetam as melhores formas de as cidades serem habitadas.

Olhar apurado para Erechim

         Dentro deste contexto, há de se ter um olhar mais apurado com relação ao memorial que ainda temos no que se refere a prédios e locais históricos, como por exemplo o Castelinho, o prédio antigo dos Correios, a Estação Ferroviária, o próprio prédio atual da Prefeitura Municipal que, após a conclusão do centro administrativo deverá, obrigatoriamente, abrigar um museu no centro da cidade, como algumas casas antigas, de madeira, que ainda resistem ao tempo e a história.

  Isto sem contar com a grande quantidade de prédios em art decó que caracterizam nossa cidade como um grande celeiro artístico, principalmente no coração central, obras estas sempre ressaltadas pelo arquiteto Albano Volkmer em suas aulas práticas a céu aberto nos anos 90.

Uma análise profunda

         Neste dia, como também nos próximos dias que ainda restam do ano de 2023, também seria interessante que profissionais da área analisassem a atual situação da primeira escola de Erechim, do saudoso professor Mantovani que foi ao chão na Avenida Presidente Vargas, para que se chegasse a uma análise profunda do que poderia ser feito, a curto prazo, para que aquela edificação passasse por um processo de reconstrução em local que poderá ser estudado pela municipalidade, ou seja, reerguer um patrimônio histórico local que, por descaso ao longo dos anos e pela ação do tempo e cupins não aguentou mais o seu próprio peso.

         Como no passado, caberia agora, embora com toda a modernidade de materiais para construção, decoração, detalhes e tecnologia à serviço da “modernidade”, lançar um olhar para a história e para a memória de nossa cidade e preservar o que ainda se tem, que não é muita coisa, para que no futuro as novas gerações tenham um conceito mais forte sobre as palavras memória e preservação.  

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