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Saúde

Crioterapia Capilar - A inovação tecnológica no setor da Oncologia

O resfriamento do couro cabeludo é uma maneira efetiva de combater a queda de cabelo induzida pela q
Por Assessoria de imprensa
Foto Divulgação

A Crioterapia é uma técnica de tratamento para o resfriamento do couro cabeludo. É um tratamento simples que pode prevenir a queda de cabelo causada por algumas quimioterapias.

O resfriamento do couro cabeludo é uma maneira efetiva de combater a queda de cabelo induzida pela quimioterapia e pode preservar total ou parcialmente o cabelo.

Para os pacientes, isso significa estar no controle da situação, manter a sua privacidade e encorajá-lo positivamente durante o tratamento.

A técnica pode ser usada durante o tratamento de todos os tumores sólidos (câncer de mama, câncer de pulmão, câncer de estômago, câncer de cólon e reto, câncer de bexiga, câncer de pâncreas, câncer de próstata, sarcomas, entre outros) onde são usadas medicações que causam a queda do cabelo.

Contudo, pode ser contraindicado em algumas condições: cânceres hematológicos (leucemia, não Hodking e outros linfomas generalizados), alergia ao frio, metástase manifestada no couro cabeludo, ablação da medula óssea por quimioterapia e radioterapia no crânio.

A quimioterapia afeta as células de rápida divisão, atingindo também o folículo capilar, que está em divisão celular ativa em 90% do tempo. A queda ocorre devido à atrofia parcial ou total da raiz do bulbo, causando sua constrição do fio de cabelo, que então quebra facilmente. A divisão celular é regulada pelo metabolismo, processo este desacelerado pelo resfriamento. Ao mesmo tempo, a diminuição da atividade metabólica das células do folículo capilar pode causar a redução geral da citotoxicidade da droga quimioterápica localizada no couro cabeludo.

O resfriamento do couro cabeludo causa a vasoconstrição, que mostrou redução de 20-40% do fluxo sanguíneo normal no couro cabeludo, resultando menor quantidade de droga sendo entregue ao folículo capilar. A taxa de difusão da droga por meio da membrana plasmática é reduzida, portanto, menores doses efetivas de droga podem entrar nas células. Isso também sugere que a atividade bioquímica reduzida pelo resfriamento deixa o folículo capilar menos vulnerável ao dano do fármaco quimioterápico.

Normalmente as sessões de crioterapia são bem toleradas podendo ter algum desconforto como cefaleia ou intolerância ao frio. Nesses casos, medicações podem ser aplicadas ou a sessão pode ser suspensa, caso necessário.

Assim, o método se torna mais uma aliado para a humanização dos tratamentos oncológicos.

 

Equipe COC Erechim - Centro de Câncer

Dr. Juliano Sartori - Cremers 18956

Responsável Técnico Setor de Quimioterapia

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