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Mundo

Jornalista do Bom Dia é destaque no Vatican News

Salus Loch está no Polônia e já escreveu livro sobre o Holocausto e na solenidade dos 75 anos de libertação dos sobreviventes dos campos de concentração de Auschwitz-Birkenau era o único brasileiro: “vamos parar de odiar o próximo”.

Salus Loch encontrou Lidia Maksymowicz, 79, a criança mais longeva entre aquelas libertadas de Ausch
Por Andressa Collet
Foto Divulgação

A jornalista erechinense, Andressa Collet, que mora em Roma e trabalha no Vatican News, entrevistou o jornalista Salus Loch, que está na Polônia. O profissional do Jornal Bom Dia, pela segunda vez está nos campos de Auschwitz, que registrou uma das piores barbáries da história mundial. A seguir, a matéria na íntegra, desenvolvida, por Andressa Collet.

 A solenidade

Na Polônia, o jornalista participou da solenidade oficial dos 75 anos de libertação dos sobreviventes dos campos de concentração de Auschwitz-Birkenau: “estive pela primeira em 2015 e mudou a minha vida. A mensagem que fica deveria ser: vamos parar de odiar o próximo e tentar viver com mais empatia, respeito e amor. ”

A viagem

A viagem deste ano pela memória histórica do Holocausto começou ainda na semana passada, quando o jornalista brasileiro, Salus Loch, de 39 anos, deixou o Rio Grande do Sul para chegar na Polônia. Acostumado a roteiros internacionais a trabalho, o também advogado, natural de Ijuí, está visitando pela segunda vez o campo de concentração e extermínio de Auschwitz-Birkenau.

Salus já entrevistou sete  sobreviventes do Holocausto que vivem no Brasil, em Israel e na Polônia, o que inclusive já lhe rendeu um livro. “A Tenda Branca” é um romance que narra a trajetória de uma sobrevivente, Gabriela Gitta Schwartz Heilbraun, que hoje, aos 91 anos, mora em São José, na grande Florianópolis/SC.

Dia da Memória na Polônia

Na segunda-feira (27), o jornalista participou da solenidade oficial do Dia da Memória, com mais de mil profissionais inscritos para cobrir o evento, que está sendo realizado em Auschwitz-Birkenau. Mas já no domingo (26), em outro encontro com jornalistas, Salus testemunhou o depoimento de outras 13 vítimas do Holocausto, em 6 horas de conversa, na cidade de Oświęcim, próximo dos campos.

Memorial e Museu

O evento foi promovido pelo Memorial e Museu de Auschwitz-Birkenau e reuniu alguns dos mais de 200 sobreviventes que foram à Polônia participar da celebração da última segunda-feira. Salus conta que, ao seu modo, “eles pediram para que líderes mundiais, assim como gente comum, deixem de lado discursos sustentados pelo ódio, que buscam separar pessoas, colocando em risco a vida de inocentes, como aconteceu no Holocausto, quando 6 milhões de judeus foram assassinados pelos nazistas. Eles estão fazendo a sua parte, e, nós, o que estamos fazendo?”, indagou o jornalista.

A mensagem de respeito e amor

Salus ainda promove palestras e participa de encontros de formação com estudantes e professores para falar do Holocausto e da necessidade de se discutir o tema, a fim de que a história não se repita, unindo-se ao apelo do último domingo (26), do Papa Francisco, para que essa tragédia “nunca mais” se repita. O jornalista acredita que a educação, o amor, o respeito e a empatia são vitais para a construção de uma sociedade mais fraterna e humana.

“Auschwitz não foi o começo. As câmaras de gás não foram o início de tudo, foram parte do processo que começou lá atrás com o discurso do ódio, da desumanização. Enfim, foi a consequência das ações levadas a cabo por pessoas que pregavam justamente isso”, enfatiza.

Impressões e indicação do jornalista

“Auschwitz, ou qualquer outro campo de concentração, é a oportunidade que nós temos para visualizar e tentar entender até onde vai a capacidade do homem de fazer o mal contra outras pessoas, jovens, velhos e crianças. Auschwitz foi construído por homens alimentados por uma ideologia, no caso, o governo nazista, que era totalitária, extremista e que, acima de tudo, pregava o ódio. Acho que esse é o principal recado que Auschwitz, o Holocausto e esse período da história nos deixa: nós temos que tentar entender o outro como um igual, não como diferente, não como melhor, não como pior. Essa classificação é muito perigosa. E, infelizmente, a gente vê esse discurso do ódio sendo propagado em vários lugares, inclusive no Brasil, onde eu moro - moro em Erechim. Mas não é só lá, a gente tem em boa parte do mundo. Eu superindico visitar Auschwitz. Eu estive pela primeira em 2015 e mudou a minha vida profissional e pessoal. A mensagem que fica deveria ser: vamos parar de odiar o próximo, tentar viver com mais empatia, respeito e amor. ”

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