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Muito além da genética: um

Getuliense, Juliano César dos Santos Volinski, afirma que não há palavras que definam a experiência da paternidade

Maria Eduarda Volinski e o pai Juliano
Por Izabel Seehaber jornalismo@jornalbomdia.com.br
Foto Divulgação

“Não é o sangue que faz o vínculo”. Essa foi uma das frases mais marcantes da entrevista com o getuliense, professor de karatê, Juliano César dos Santos Volinski, de 42 anos. Em um bate-papo descontraído e emocionante, ele relatou a experiência de ser um "pai do coração".

A privilegiada é Maria Eduarda Volinski, de 13 anos.

Segundo ele, a afinidade com a filha é tão expressiva, que muitos nem desconfiam que não há uma ligação genética entre os dois.

Ele recorda com muito apreço a história que interligou ele a Maria Eduarda. “Eu e a mãe dela éramos namorados na juventude. Um dia ela foi embora e depois de 15 anos voltou. Ficamos juntos e a Duda me adotou como pai”, revela.

Exatamente isso, a Maria Eduarda adotou Juliano, de forma inesperada e sem ninguém pedir.

“A Duda é minha filha de coração e convivo com ela desde bebê. A primeira vez que ela me chamou de pai foi algo marcante, ninguém induziu. Partiu dela. Isso me marcou muito e fez naquele momento e para sempre, com que a experiência de ser pai fosse algo mágico”, destaca.

Segundo o getuliense, não há palavras que definam essa experiência da paternidade. Uma das paixões que aproxima ainda mais pai e filha é a prática do karatê, a qual os dois amam e treinam de duas a três vezes por semana. “Também gostamos de viajar, ir ao shopping, conversar, comer bem, treinar, ouvir músicas, além de assistir Chaves e Simpsons”, comenta, como sempre, bem humorado.

Juliano ressalta que ser pai vai muito além de dar comida e roupa. “Criar bem um filho é dar principalmente muito amor e carinho, dar bons exemplos e tentar, sempre, ser o exemplo de homem”.

Entre as principais preocupações que tem em relação à filha, ele é direto: estar sempre ao lado dela quando precisar. Dar todo suporte que ela necessita para ser uma pessoa de bem.

Para auxiliar nesse processo ele afirma que busca inspiração em Deus. “Nosso pai maior”, frisa.

As superações

E meio a tantos momentos alegres compartilhados em família, Juliano citou um momento difícil vivenciado no ano passado, quando Maria Eduarda foi diagnosticada com um tumor no fêmur e precisou fazer uma grande cirurgia. “Passei por um período muito ruim, onde tivemos muita correria ao médico, internação, cirurgia e eu acabei doente também. Mas superamos por ela ser forte e ter aguentado tudo”, salienta.

Um dos principais medos era que ela não voltasse a andar normalmente e nem retornar ao karatê. “Mas graças a Deus se recuperou em tempo recorde, segundo o médico. O que era para ser seis, sete meses, foram quatro”, cita.

Quando questionado sobre o que mais lhe orgulha e deixa feliz ao ver sua filha, Juliano enfatiza: “a independência que ela tem. Consegue "se virar". É uma menina muito forte”.

O que dizer a ela...

A data celebrada nesse fim de semana é para homenagear os pais, mas ele deixa uma mensagem à filha: “Quero dizer que eu a amo mais do que qualquer coisa e carrego o mundo nas costas por ela. Que sempre, até que Deus queira, estarei do seu lado”.

 

 

 

 

 

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