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Erechim 100 anos

Diocese de Erexim: Sem memória não se faz história

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Por Igor Müller e Assessoria
Foto Edson Castro

A Diocese de Erexim foi criada pelo Papa Paulo VI com a Bula “Cum Christus”em 27 de junho de 1971. Foi instalada no dia primeiro de agosto de 1971 com a posse do primeiro Bispo Dom João Aloysio Hoffmann. Hoje, integram a Diocese 30 paróquias.

“Não há futuro sem memória”, segundo João Paulo II. Cada estágio do desenvolvimento humano é resultado de conquistas anteriores e do espírito empreendedor, da capacidade de pessoas e de grupos de inovar, de projetar o futuro, de buscar novas possibilidades. Quem só repete o passado não avança. Quem só olha para frente sem valer-se da experiência da história apenas sonha. O grande pensador latino, Cícero, dizia que a história é “mestra da vida”.

A Diocese de Erexim foi criada pelo Papa Paulo VI, com a Bula “Cum Christus”, 27 de junho de 1971, desmembrando-a da Diocese de Passo Fundo. Foi instalada no dia primeiro de agosto de 1971, com a posse do primeiro Bispo, Dom João Aloysio Hoffmann, que a conduziu até 26 de janeiro de 1994. Desde então, até 06 de junho de 2012 o Bispo Diocesano de Erexim foi Dom Girônimo Zanandréa, tornando-se emérito e administrador apostólico até a posse de seu sucessor, Dom José Gislon, em 19 de agosto de 2012.

Hoje, integram a Diocese 30 paróquias. Administrativamente, elas  pertencem à Mitra Diocesana de Erexim. A diocese, como as demais, tem sua Cúria, com Vigário Geral e serviços burocráticos e o Centro de Pastoral, com a coordenação Diocesana de Pastoral e seus diversos setores.

A primeira paróquia da região, Getúlio Vargas, foi criada em 25 de outubro de 1911. A segunda, Vila Áurea, em 10 de abril de 1915. A terceira, São José, atual paróquia da Catedral diocesana, e a quarta, São Luiz Gonzaga, de Gaurama, em 19 de outubro de 1919.

Religiosos e religiosas de diversas Congregações atuaram e atuam em diversas paróquias especialmente no campo da evangelização,  da saúde e da educação. Padres abnegados, nas condições precárias dos primeiros tempos e em melhores depois, animaram as comunidades na prática cristã.

A criação da Diocese foi precedida por diversos encontros de preparação, com a presença, especialmente, de Dom Ivo Lorscheiter. Uma publicação, com fundamentação teológica, dados históricos e geográficos também fez parte da preparação, coordenada pelo Pe. Atalibo Lise, Presidente da Comissão Pró-Diocese.

Em 1972 e 1973, foram realizadas a primeira e a segunda Assembleia Diocesana de Pastoral. A terceira aconteceu em 1977. A formação inicial e permanente dos agentes sempre foi prioridade na Diocese. Ela se dá, entre outros meios, pela Escola Diocesana de Servidores que iniciou suas atividades em 1973, com o curso para os agentes do meio rural.

A Diocese passou a ter seu Centro Diocesano de Administração e Pastoral próprio em 1976, com espaço para os setores de pastoral, para reuniões e para a livraria pastoral.

Em 1974, foi introduzido na Diocese o Movimento de Cursilhos. Em 1977, o Treinamento de Liderança Cristã (TLC), para jovens. Muitos jovens que passaram por ele tiveram importante atuação na organização da Coordenação Diocesana de Pastoral da Juventude. Bem antes do TLC, foram significativos diversos encontros de jovens rurais, especialmente na paróquia de Aratiba. Com a criação da Diocese, o Movimento Familiar Cristão passou a ter organização mais local e ampliou sua atuação na pastoral familiar.

Um dos padres da Diocese, no dia 8 de junho de 1982, Luiz Demétrio Valentini, foi nomeado Bispo diocesano de Jales-SP. Em 25 de novembro de 1987, outro, Girônimo Zanandréa, foi nomeado Bispo coadjutor de Erexim, atualmente Bispo diocesano.

1ª missa

A primeira missa na atual cidade de Erechim foi celebrada em 1911, numa casa grande construída nas proximidades da Viação Férrea, que serviu de estabelecimento comercial e depois de hotel, segundo historiador Ducatti Neto citando informação do Pe. Benjamim Busato.

A primeira capela de madeira foi construída por iniciativa de Elisa Vachi, e ficava na rua Torres Gonçalves, tinha 24 metros quadrados e foi dedicada a Santo Antônio. A primeira missa neste oratório foi celebrada no dia 13 de junho de 1913, pelo Pe. Alberto Scheurmann, de Getúlio Vargas. Nesta capelinha esteve, em 21 de outubro daquele ano, pela primeira vez na região, um bispo, o de Santa Maria, Dom José de Lima Valverde.

A Diocese de Erexim

Em 10 de março de 1951 foi criada a Diocese de Passo Fundo, à qual o território da atual Diocese de Erexim passou a pertencer. Uma das primeiras iniciativas de seu primeiro Bispo, Dom Cláudio Colling, foi prever o seminário para a formação dos futuros padres. Construiu um pré-seminário em Tapera e o Seminário Menor em Erechim.

Com o Seminário de Erechim, tinha em vista um centro de devoção mariana e de incentivo às vocações na região do Alto Uruguai. O  Seminário de Erechim teve sua aula inaugural em 03 de março de 1953, numa construção de madeira que serviu, depois, por alguns anos, de salão para teatro e depósito. Mas já em outubro de 1952 iniciaram as romarias de Na. Sra. de Fátima, junto ao primeiro monumento no terreno do Seminário, cuja imagem foi doada pelo Pe. João Sorg, de Carazinho.

A primeira ala do atual prédio do Seminário foi inaugurada no dia 25 de fevereiro de 1955, com a presença, além dos bispos do Estado, do então Governador do Estado, Ildo Meneghetti. A outra parte foi inaugurada em 21 de outubro de 1956, com a presença até do Presidente da República, Juscelino Kubitschek de Oliveira.

O Santuário de Fátima teve sua construção iniciada em 1957 e foi inaugurado no dia 16 de outubro de 1960, por ocasião da 9ª Romaria. O Seminário e a Romaria criaram grande unidade e identificação das comunidades da região, fatores relevantes para a consolidação da atual  Diocese de Erexim.

 

Criação da Diocese de Erexim e seu primeiro Bispo

Finalmente, no dia 02 de junho de 1971, foi divulgado o Decreto (chamado “Bula”) “cum Christus” do Papa Paulo VI, datado de 27 de maio anterior,  que criava três Dioceses no Rio Grande do Sul: Erexim, Cruz Alta e Rio Grande. Na oportunidade, o Papa nomeou também o primeiro Bispo desta Diocese – Dom João Aloysio Hoffmann, transferindo-o da Diocese de Frederico Westphalen.

Foi ordenado presbítero no dia 19 de dezembro de 1943. Foi ordenado Bispo no dia 10 de junho de 1962, participando, em seguida, do Concílio Ecumênico Vaticano II. A Diocese foi solenemente instalada, com o início do ministério episcopal de seu primeiro bispo, no dia primeiro de agosto de 1971. A partir de 1985, passou a residir na residência episcopal no terreno do Seminário, junto à Cúria Diocesana, cuja construção foi iniciada em agosto de 1983.

Construção do Centro Diocesano e organização pastoral e administrativa da Diocese

Até julho de 1976, a Cúria funcionou na casa que servia de residência e secretaria da Catedral São José, na av. Maurício Cardoso, 76. Em agosto de 1976, a Cúria Diocesana e outros serviços foram transferidos para a construção erguida para tal finalidade no terreno do Seminário de Fátima, na av. Sete de Setembro, 1251. O projeto arquitetônico foi aprovado em 22 de abril de 1974. As obras iniciaram no mesmo mês. A Diocese passou a viver um processo de consolidação jurídica com revisão geral da escrituração de terrenos e averbação de construções, levantamento de patrimônio etc.

No ano de 1974, o Bispo Diocesano assumiu “interinamente” a função de coordenador de pastoral. Em 1975, ele nomeou para esta função Pe. Antonio Valentini Neto, que já era coordenador do setor de Liturgia e que passou a acompanhar o Cursilho, o Movimento Familiar Cristão e outras atividades. Os coordenadores seguintes foram: Dom Girônimo Zanandréa, Bispo Coadjutor, de 1988 a 1993; Pe. Olírio Streher, de 1994 a 2005; Pe. Cezar Menegat a partir de 2006 a 2013; Pe. Valtuir Antonio Bolzan, de 2014 a 2016; Pe. Maicon Malacarne, a partir de 2017.

Já em 1972, foi realizada a primeira Assembleia Diocesana de Pastoral. No ano seguinte, a segunda. A terceira aconteceu em 1979; a quarta, em 1981, a quinta, em 1983; a sexta, 1985; a sétima, em 1989; a oitava, em 1993, a nona, em 1999; a décima, em 2003. A assembleia diocesana da ação evangelizadora vem sendo realizada de 4 em 4 anos.

Desafios

Entre as situações desafiadoras para a Igreja, hoje, em nossa região, levantadas em encontro recente, estão as mudanças rápidas e profundas na sociedade e na cultura moderna; a globalização; os avanços tecnológicos nas comunicações, na biologia, na eletrônica e na genética; o crescimento das desigualdades sociais; a crescente pobreza e exclusão social; a decadência dos serviços públicos, principalmente ligados à saúde; a mudança de mentalidade com sempre mais acentuado subjetivismo e a corrupção na política.

Como resposta a tudo isso a Igreja quer ajudar as pessoas a viverem um encontro com Cristo vivo; ter como centro da vida a Palavra de Deus e a Eucaristia; fortalecer a família e a santidade do matrimônio, ver a família como “célula-mãe” da sociedade.

Capelas

Em arquivo de 1928 e 1929 do Pe. Benjamin Busato, pároco da Paróquia São José de 1926 a 1950, estavam relacionadas as seguintes capelas:

Capela de S. Miguel (Paloma); Capela de S. Roque (Pacca); Capela S. Marcos; Capela de S. Paulo (V. Berto); Capela de S. Valentim (de São  Valentim); Capela de S. Antônio (Santacatarina); Capela de Nª Sª de Pompéia (Rio Negro); Capela São Braz; Capela de Nª Sra. de Lurdes (Lise); Capela de S. Antônio (Rio Azul); Capela de N. Sra dos Navegantes; Capela de S. Paulo (Pacca); Capela de S. Antão; Capela de N. Sra. do Caravagio (Monte Alegre); Capela de S. Roque (Balisa); Capela de S. Teresa; Capela de S. Antônio (Lazzaretti); Capela de S. André Avelino; Capela de S. Francisco; Capela de São Luiz; Capela de S. Lúcia; Capela de N. Sra das Graças(Linha Duas, Barão de Cotegipe); Capela S. Roque (Cravo); Capela S. Francisco (Gramado); Capela do Sagrado Coração de Jesus (Paulo Bento); Capela de N. Sra de Lourdes (Mezzomo); Capela de S. Caetano, Linha Saracura, B. de Cotegipe); S. Antônio (Emilio Grando Km 14 Dourado); Capela de S. João (Dariva); Sto. Antônio (Linha VII) e Capela da Floresta (Barão de Cotegipe).

 

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