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Economia

De olho nas compras: Natal estimula o comércio de Erechim

Por Izabel Seehaber
Foto Rosa Libermann

O Natal é considerado o momento responsável por ampliar as vendas e a expectativa dos comerciantes. Seja com o intuito de investir um pouco mais e presentear familiares e amigos, ou até mesmo com aquele "mimo" só para não passar a data em branco, muitos consumidores vão às lojas para conferir as opções de produtos e preços. 

O movimento intenso nas ruas projeta um estímulo aos lojistas. A presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Erechim, Lindanir Canelo, destaca que a expectativa de vendas é que seja melhor que nos últimos dois anos, registrando uma alta de 4 a 5%. "Entre os fatores está a retomada nos empregos, os juros que estão mais baixos, o consumidor que está mais otimista e a própria data que fortalece o sentimento de presentear. É a melhor data do ano para o comércio que está preparado com produtos de qualidade e preços acessíveis", ressalta. A média de preços fica em torno de R$ 140. 
Sobre os produtos procurados, a estimativa é que os mais visados sejam os brinquedos, a linha de vestuário, de calçados, eletrônicos e chocolates.

Conforme perspectivas da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Rio Grande do Sul (FCDL-RS), os presentes mais procurados em nível de Estado, podem integrar a linha de vestuário de verão, roupas leves (bermudas, biquínis, saias), calçados, brinquedos, eletroeletrônicos (especialmente celulares), eletrodomésticos da linha branca, além de veículos que podem ter um crescimento nas vendas.
Uma campanha promovida pela CDL também visa o aumento das vendas. "Os prêmios são um estímulo para as pessoas realizarem suas compras", reforça Lindanir citando que é importante observar as lojas cadastradas na campanha. 
Outra dica é para que as pessoas que puderem, aproveitem esses dias com horários estendidos e antecipem as compras. 

Otimismo nas vendas
A gerente de vendas de uma loja de vestuário, Roseli Kolassa, salienta que a expectativa é sempre positiva, pois é uma das melhores épocas para o comércio. "Nos preparamos, a loja está organizada para o auto atendimento mas também aumentamos um pouco o quadro de colaboradores, treinamos pois o público gosta de atenção. Além disso, contamos com produtos de qualidade, com preços especiais e condições facilitadas de pagamento, pois é um mês que há muitos gastos para as pessoas".   
Roseli disse ainda, que entre os destaques estão os produtos da linha masculina cuja procurando vem crescendo. "Os homens estão se preocupando mais em comprar, se cuidar", comentou. 
A gerente de uma livraria, Marisete da Rosa, destacou que nesta primeira quinzena o movimento está bom. "Nos preparamos com produtos variados, promoções de até 50% de desconto e isso está chamando a atenção do público", justificou dizendo que comparado ao mesmo período do ano passado, este está melhor para vender. 
Segundo ela, entre os produtos mais procurados estão as bonecas e outros brinquedos em miniaturas. 

RS deve registrar aumento nas vendas
Após três anos seguidos de estagnação e queda intensa, em 2017, as vendas do varejo gaúcho devem fechar com crescimento de 13,41%, comparando com o mesmo período de 2016. Tal percentual, apesar de aparentemente elevado, não reverte a queda de consumo dos anos anteriores, de acordo com o presidente da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Rio Grande do Sul - FCDL-RS, Vitor Augusto Koch. Outro dado positivo do ano é que o PIB gaúcho referente ao comércio cresceu 8,31%.
O PIB gaúcho total deve subir 0,45%. O PIB brasileiro encerra o ano com crescimento de 0,86%, enquanto o PIB brasileiro referente ao comércio aumentou 1,67%, comparando com os mesmos dados no final do ano passado. "A retomada do crescimento das vendas no varejo gaúcho iniciou no início de 2017 e se acelerou a partir do segundo trimestre, com a influência da liberação das contas inativas do FGTS, da grande safra agrícola, a despeito da queda do preço da soja, e da queda da SELIC, incentivando os investidores em títulos públicos a consumir bens duráveis. Podemos destacar que o crescimento das vendas esteve concentrado nos artigos duráveis. Mesmo com o resultado positivo no ano, o consumo na maioria dos gêneros varejistas ainda está inferior aos padrões verificados há três anos (2014) e 5 anos (2012). Isto mostra que ainda existe um longo caminho para a plena recuperação do comércio lojista", destacou Koch.

Queda da inflação
Segundo Vitor Augusto Koch, um dos principais pontos positivos para o Brasil de 2017 foi a queda consistente da inflação, mesmo com a forte diminuição dos juros básicos. "Destaca-se que os itens que mais subiram de preço neste ano foram aqueles vinculados a reajustes chancelados ou definidos pelo Governo Federal, chamados de preços administrados. Em 2018, dada a grande ociosidade da capacidade instalada do setor produtivo brasileiro, não há motivos para se prever uma retomada inflacionária; a não ser, é claro, que os administradores públicos resolvam aumentar impostos ou os citados preços administrados", afirmou.
A expectativa para o PIB nacional é de crescimento entre 2% e 3% em 2018. Já as perspectivas para o consumo mostram crescimento entre 3,5% e 5% das vendas no varejo.

Comércio eletrônico espera faturar R$ 8,4 bilhões no Natal
O Natal é historicamente considerado uma das principais datas para o varejo eletrônico. De acordo com a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), a estimativa de faturamento neste ano é de R$ 8,428 bilhões - um crescimento de 12% em relação ao ano passado. 
No total, a expectativa é que as lojas virtuais brasileiras recebam mais de 27 milhões de pedidos, com tíquete médio de R$ 308. As categorias mais buscadas devem ser "Informática", "Celulares", "Eletrônicos", "Moda e Acessórios" e "Casa e Decoração". A previsão leva em conta as compras realizadas entre os dias 20 de novembro e 22 de dezembro.
"O e-commerce brasileiro registra um ritmo muito bom de crescimento, o que deve se refletir nas comemorações natalinas, encerrando o ano com um grande impulso. O período demanda condições especiais e produtos exclusivos, tornando-se muito atrativo para os consumidores, principalmente nesse momento de retomada da economia nacional", comenta Mauricio Salvador, presidente da ABComm.

Economistas alertam sobre a importância de pesquisar
Para o economista e professor Gustavo Giora, o cenário se apresenta com um otimismo ainda tímido e cauteloso. Contudo, comprar nesta época é uma tradição e as pessoas mantém o hábito de presentear. Nesse contexto, é fundamental observar alguns cuidados. O primeiro deles é não se endividar, ficar atento ao uso do cartão de crédito. 
No que se refere às condições de pagamento, uma dica é a pesquisa de preços. "Nesta época há uma propensão ao impulso, contudo é fundamental ir a várias lojas, pesquisar os produtos e solicitar descontos, principalmente nas compras à vista.
Do mesmo modo, o mestre em economia e professor da Universidade Federal da Fronteira Sul de Erechim, José Martins dos Santos, comenta que há um incremento por parte do 13º salário. "No entanto, o momento atual é mais delicado que no ano passado, muitas pessoas estão com dívidas e por isso é preciso cautela ao consumir. Diante disso, a pesquisa e a comparação são importantes", orienta. 

 

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