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Blog de Igor Dalla Rosa Muller

  • De quem é a responsabilidade?

    Por Igor Dalla Rosa Muller

    A situação é desoladora e intransitável. Essa é a realidade do trecho de cinco quilômetros que falta ser asfaltado da RS 477 que liga São João da Urtiga e Carlos Gomes. Muito dinheiro público e trabalho investido nesse local estão indo para o lixo, sendo jogados fora.  

    A cada chuva a estrada escorre pelo barranco morro abaixo se transformando num obstáculo quase intransponível, gerando os sentimentos mais variados nos condutores, um misto de indignação, frustração e impotência. Reproduzindo a lógica dos investimentos em infraestrutura, que nunca começam e quando iniciam jamais terminam.

    A base da estrada que estaria teoricamente pronta para receber o asfalto, desses míseros quilômetros, se rompeu por força da água. O trecho que deveria ter sido asfaltado até o fim do ano passado, agora se torna mais um problema na vida dos motoristas da região.

    Passei nessa estrada no domingo na antevéspera de ano novo durante o dia para visitar familiares em Paim Filho. Antes mesmo da saída de Erechim já vem aquela dúvida aterradora sobre que estrada ir, o que fazer? Se por Pinhalzinho, Maximiliano de Almeida ou por Centenário, Carlos Gomes?

    Qual das estradas se consegue vencer o trajeto e chegar ao destino em segurança com a família? Nenhuma. A viagem é ruim, as condições são péssimas nas estradas de pedra e barro, que cortam os morros, quase jogando os carros ladeira abaixo, num completo desrespeito ao cidadão, que há muitos anos vem pagando por esse serviço e nada recebe.

    Quem perde. Todos nós. De quem é a responsabilidade? Simples, de quem fica com a maior fatia da riqueza do país: o governo federal e estadual.

    Será que o atual presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, e o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, irão olhar para o Alto Uruguai? Daqui uns dias vai iniciar novamente a maratona “infinita” dos prefeitos pedindo recursos, expondo as suas demandas legítimas para receber negativas e migalhas em Brasília? A região vai estar no mapa de Bolsonaro e Leite, de alguma maneira estará situada no mesmo mundo “deles”?

    Uma coisa é certa, não há dúvida que nossos impostos, salários, bens e trabalho, a riqueza que produzimos, estão contemplados nesse mundo, bem esquadrinhados até o último centavo. Sendo de máxima prioridade dos governos. Tudo isso sem contar com o esforço e a capacidade de gestão dos representantes públicos, porque não tem como fugir dos impostos. E, por mais precária que seja a situação do cidadão ele vai contribuir, mesmo na miséria.

    O que é importante? Manter juros absurdos? A carga tributária elevada que incide sobre o consumo e garante a arrecadação certa não importando se isso vai afetar o poder aquisitivo do cidadão?  

    A saúde e a educação são as primeiras áreas a terem seus recursos públicos cortados, não importando a saúde do brasileiro e o conhecimento, base necessária para transformar qualquer realidade. Sem investir em infraestrutura não tem como ter estradas asfaltadas, ferrovias, eletricidade, ciclovias. Não tem como gerar riqueza. A lista é grande.

    O Brasil tem conhecimento suficiente para lidar com as suas mazelas e desafios econômico, tributário e social. A questão, que não é simples, aliás, a mesma de sempre, ano após ano, é mudar a lógica da engrenagem, a percepção sobre o que é prioritário, e qual a função do poder público.

    Aí me pergunto, em qual das prioridades se encaixam as necessidades do cidadão, das famílias brasileiras, que pagam seus impostos em dia?

  • Razão de existir

    Não importa o quanto esforço se faça, o quanto seja eficiente nos seus afazeres diários, a roda da economia parou e o reflexo se dá em todos os setores, indistintamente, no indivíduo, nas empresas e no governo.

  • Igreja de Paim Filho

    As regras do “jogo” de hoje fragilizam e retiram a condição das pessoas e empresas gerar riqueza pelo trabalho infligindo um autoboicote por força da lei e econômica

  • Retórica da miséria? Não, da existência

    É comum ver pessoas dormindo nas ruas de Salvador, pedindo esmola e comida

  • Bem-estar

    E isso passa por colocar o bem-estar do cidadão em primeiro lugar e desenvolver uma inteligência comprometida com a nação brasileira

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