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Blog de Coluna do Leitor

  • Milagre diário

    Por Coluna do Leitor
    Foto Rodrigo André Cechett

    Rodrigo André Cechett

    Professor e Assessor de Marketing da URI Erechim

    Pós-Graduado em Marketing e Gestão de Empresas

    Mestre em Administração

     

    Vivemos uma era de mudanças sem precedentes, diariamente somos desafiados a fazer o consumidor experimentar nossas marcas, produtos, serviços...

    Quando você vai viajar, o que faz para escolher o hotel? Vê fotos? Lê avaliações na internet? Pede indicação aos seus amigos? Muito provavelmente a resposta para essas perguntas foi “sim”. Esse exemplo descreve bem o comportamento do consumidor atualmente: antes de alguém se tornar seu cliente, provavelmente essa pessoa pesquisou seu produto e sua marca no Google, leu recomendações no Facebook, visualizou o Instagram e assistiu a vídeos no YouTube.

    Antigamente, as empresas detinham o monopólio da informação, podendo facilmente passar a imagem que quisessem de si e dos seus produtos por meio de anúncios de TV, rádio, jornal, revista e outras técnicas do marketing tradicional. Atualmente, porém, um consumidor pode conhecer uma empresa buscando facilmente informação pela web, passando a conhecer detalhadamente. Na era digital, quando a informação está ao acesso de todos, consumir se tornou muito mais uma experiência do que um ato fechado em si.

    O comportamento dos consumidores vem se transformando, diga-se de passagem rapidamente; consequentemente o mercado de marketing também mudou, visando acompanhar as novas exigências uma vez que as marcas se preocupavam mais em chamar atenção do que relacionar-se com os consumidores, desafiando as empresas construírem experiências convincentes para manterem seus clientes engajados, sem esquecer das estratégias mercadológicas tradicionais.

    Enfrentar esses novos desafios, faz-se necessário, então, uma nova estratégia de Marketing, em sentido estrito, conjunto de técnicas e métodos destinados ao desenvolvimento das vendas, mediante a busca constante da diferenciação e personalização do atendimento. Em sentido amplo, é preciso desenvolver comerciais para TV, notícias para os jornais, investir em mídia de rua, entre outras mídias tradicionais, mas agora, além disso tudo, também é prioritário trabalhar todo um novo mundo de aplicativos e dispositivos digitais.

    Conectividade e mobilidade: são expressões dessa nova era, atualmente milhões de pessoas no Brasil estão conectadas à internet por meio de seus smartphones, tablets e notebooks; realidade esta que não pode ser mais negligenciada, exigindo dos profissionais que se adaptem e se antecipem cada vez mais para satisfazer as necessidades e desejos dos consumidores.

    O consumidor de hoje, ávido por buscas na internet faz compras sem sair de casa. Esse novo consumidor utiliza redes sociais, blogs e ferramentas para comparar preços, pesquisar opiniões sobre produtos e saber mais sobre a integridade da marca na qual deseja consumir, bem diferente do passado recente no qual era bajulado através de publicidades massivas e pelo apelo das promoções. Agora as pessoas já não dependem do que lhes era imposto; escolhem o que ler, o que seguir e o que acreditar.

    Com todas essas informações disponíveis facilmente, quem trabalha com transparência ganha destaque. Quanto mais informações sobre produtos ou serviços e sobre a própria marca uma empresa disponibilizar, maior relevância e lealdade irá gerar entre si mesma e seu público; consequentemente entrar na alma e na mente do consumidor. Marca tem que ser conhecida para ser comprada, o desconhecimento da marca não gera compra.

    Com consumidores extremamente exigentes, quem não se adaptar às mudanças e nem redefinir como promover sua marca, poderá cometer erro gravíssimo. Visto que o poder que uma marca fortalecida pode influenciar os clientes, principalmente em tempos de crise. Além disso, estar atento sobre os impactos da tecnologia em cima do branding e do marketing, visando montar a melhor estratégia para esse novo consumidor, cada vez mais digital.

    Novos consumidores exigem novas marcas.  Encontramo-nos numa sociedade de excessos, todo tempo tomando decisões. Diante disso, alicerçado pela essência da marca, é obrigatório investir nas novas tecnologias para ganhar ascendência junto aos clientes e consequentemente influenciar na suas decisões de compra. Vale ressaltar que ser relevante é o segredo para a criação de valor da marca a longo prazo.

    Nesse momento não devemos somente reagir aos consumidores à medida que eles fazem suas aquisições, mas sim propor ativamente o que devem consumidor. Mais importante, deve-se propor estratégias para gerar valor tanto para o cliente quanto para a empresa. Marcas nascem para criar desigualdade entre coisas aparentemente iguais, quanto mais sua marca for igual a de seus concorrentes, menor valor percebido terá.

    Cada vez mais, o ato de compra é uma experiência emocional. Ter uma marca forte, com características bem definidas, facilita as pessoas a se sentirem bem e confiantes no momento de efetivar uma compra, proporcionado uma vantagem competitiva nesse mercado extremamente concorrido. Vale ressaltar, leva-se anos para consolidar a marca e segundos para perder a credibilidade. Marca precisa ter: diferenciação, personalidade, singularidade, para poder se destacar.

    Os clientes querem descontos dos vendedores e das empresas que não forem capazes de criar relacionamento com eles. Quem não cria relacionamento, vende produtos ou serviços sem agregar valor, vende barato. Não devemos jamais negligenciar o atendimento, sendo esse uma estratégia de difícil imitação, possibilitando melhorar o relacionamento e engajamento entre clientes e as empresas, sendo que muitas não valorizam esse aspecto, que possibilita os consumidores a fazerem negócios com empresas com as qual têm certo grau de familiaridade.

    Uma diferença crucial na geração atual é o patamar que a tecnologia atingiu. A internet é uma coisa que a gente tem que considerar, é um potencial grande que a geração de hoje utiliza e está aprendendo cada vez mais a utilizar. A tecnologia e, fundamentalmente, a internet, as redes sociais, o digital, as maiores ferramentas de transformação, é uma revolução absoluta e irreversível. É um outro nível de empoderamento, das pessoas que passam a determinar o sucesso ou fracasso de uma marca, a tecnologia e o digital deram voz às pessoas.

    Não podemos nos enganar, que valorizar a marca é estratégia para grandes empresas, todos podem construir sua marca e conquistar reconhecimento de forma local ou regional, de acordo com as ambições estabelecidas no seu planejamento; reafirmando que a competição está cada vez mais acirrada, torna-se essencial destacar-se no meio da multidão. Uma grande tendência é valorizar as pessoas por trás da fachada para representar a organização, já que um relacionamento humano proporciona um vínculo forte e muitas vezes emocional com os consumidores.

    Como já falado, a maneira com que a marca se apresenta e interage com o consumidor é extremamente importante. Assim sendo, diariamente deve-se estimular ativamente uma interação efetiva, proporcionado uma experiência que gere engajamento com o cliente; possibilitando criar um relacionamento duradouro e feliz; não espere dos “santos” esse milagre diário.

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