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Blog do Marcos Vinicius Simon Leite

A Sombra de Stalin

Por Marcos Vinicius Simon Leite

Ainda buscando entender o que se passa em nossa política, estes dias assisti ao filme “A Sombra de Stalin”, de 2019. O filme mostra a trajetória de um jovem jornalista do País de Gales, chamado Gareth Jones, que tem como plano entrevistar ninguém mais do que Joseph Stalin, o todo poderoso da União Soviética. Assista ao filme. Recomendo.

O bom jornalista

Jovem, audacioso, em início de carreira, o brilhante jornalista faz uso de sua boa reputação e consegue, com um certo custo, penetrar a Cortina de Ferro. Por trás de sua aparente imagem de jornalista, ele busca descobrir a verdade: como e de onde a União Soviética obtém recursos para avançar com o socialismo mundo a fora. Porém, não contava que, em seu caminho, iria se deparar com uma velha raposa, o jornalista americano que era correspondente do New York Times na União Soviética, Walter Duranty. Famoso, bem-conceituado e ganhador do Prêmio Pulitzer, uma espécie de Oscar norte-americano do jornalismo, Duranty tinha trânsito livre pelo regime soviético.

O mau jornalista

No início, antes de ser corrompido pelo sistema soviético, Walter Duranty retratou ao New York Times que os soviéticos estavam a passar e morrer de fome por conta do regime socialista. Porém, de uma hora para outra, mudou seu apelo editorial e, bajulado pelo regime, passou a vender aos americanos a ideia de que a União Soviética estava “acontecendo”. Tornou-se operador do sistema de Stalin e em troca, vivia uma vida nababesca, soberba e viciosa, às contas do regime que ele antes criticava. Assim, com sua reputação, fazia chegar ao mundo a ideia de que o socialismo era algo bom. O próprio Duranty ficou encarregado de cuidar do jovem jornalista galês, que com muito sacrifício e coragem, conseguiu expor ao mundo os milhões de mortos ocasionados pela política de coletivização das terras dos camponeses, numa ideia de “reforma agrária” para todos, com a conversão de quase todas as áreas agrícolas em “fazendas comunais”. Morriam de fome, na grande maioria.

O mau sistema

Mas porque trago este assunto aqui, para esta coluna? Para lembrar aos leitores que todo e qualquer extremo, baseado em propaganda política, pode ocultar a verdade. Assim, quando alguém surge ou ressurge com ideias socialistas, fico arrepiado. O velho ditado de que as aparências enganam não falha. Não podemos esquecer que, por trás de um bom discurso, adesivo, existe um elo que une duas verdades: a mentira. Neste sentido, conhecendo a origem de determinados candidatos, que por sua vez tiveram origem no “sistema socialista soviético”, que desde os anos 1920 insistem em contagiar o Brasil, não tem como não ficar preocupado, até porque, em seu modus operandi, as mortes e ameaças parecem andar alhures à democracia.

A verdade demora

Ainda buscando entender o que se passa em nossa política, estes dias assisti ao filme “A Sombra de Stalin”, de 2019. O filme mostra a trajetória de um jovem jornalista do País de Gales, chamado Gareth Jones, que tem como plano entrevistar ninguém mais do que Joseph Stalin, o todo poderoso da União Soviética. Assista ao filme. Recomendo.

O bom jornalista

Jovem, audacioso, em início de carreira, o brilhante jornalista faz uso de sua boa reputação e consegue, com um certo custo, penetrar a Cortina de Ferro. Por trás de sua aparente imagem de jornalista, ele busca descobrir a verdade: como e de onde a União Soviética obtém recursos para avançar com o socialismo mundo a fora. Porém, não contava que, em seu caminho, iria se deparar com uma velha raposa, o jornalista americano que era correspondente do New York Times na União Soviética, Walter Duranty. Famoso, bem-conceituado e ganhador do Prêmio Pulitzer, uma espécie de Oscar norte-americano do jornalismo, Duranty tinha trânsito livre pelo regime soviético.

O mau jornalista

No início, antes de ser corrompido pelo sistema soviético, Walter Duranty retratou ao New York Times que os soviéticos estavam a passar e morrer de fome por conta do regime socialista. Porém, de uma hora para outra, mudou seu apelo editorial e, bajulado pelo regime, passou a vender aos americanos a ideia de que a União Soviética estava “acontecendo”. Tornou-se operador do sistema de Stalin e em troca, vivia uma vida nababesca, soberba e viciosa, às contas do regime que ele antes criticava. Assim, com sua reputação, fazia chegar ao mundo a ideia de que o socialismo era algo bom. O próprio Duranty ficou encarregado de cuidar do jovem jornalista galês, que com muito sacrifício e coragem, conseguiu expor ao mundo os milhões de mortos ocasionados pela política de coletivização das terras dos camponeses, numa ideia de “reforma agrária” para todos, com a conversão de quase todas as áreas agrícolas em “fazendas comunais”. Morriam de fome, na grande maioria.

O mau sistema

Mas porque trago este assunto aqui, para esta coluna? Para lembrar aos leitores que todo e qualquer extremo, baseado em propaganda política, pode ocultar a verdade. Assim, quando alguém surge ou ressurge com ideias socialistas, fico arrepiado. O velho ditado de que as aparências enganam não falha. Não podemos esquecer que, por trás de um bom discurso, adesivo, existe um elo que une duas verdades: a mentira. Neste sentido, conhecendo a origem de determinados candidatos, que por sua vez tiveram origem no “sistema socialista soviético”, que desde os anos 1920 insistem em contagiar o Brasil, não tem como não ficar preocupado, até porque, em seu modus operandi, as mortes e ameaças parecem andar alhures à democracia.

A verdade demora

Outro dia, em outra coluna, escrevi sobre outro filme interessante, que retratava o retorno de Hitler. Esses extremos, esses sociopatas históricos, tem sempre seus admiradores. Fanáticos! Aí é que reside o perigo. Por essas e outras, que admiro o jornalismo de raiz. Concluo lembrando da minha primeira coluna neste jornal. “Uma mentira dá uma volta inteira ao mundo antes mesmo de a verdade ter oportunidade de se vestir”. Esta célebre frase, escrita por Churchill, dá a dimensão do quanto a natureza humana é fértil para o desempenho de uma notícia falsa. Por isso, pode até surgir um jornalista corrupto, mas sempre haverá um outro disposto a desmenti-lo. A verdade demora, mas prevalece.

Outro dia, em outra coluna, escrevi sobre outro filme interessante, que retratava o retorno de Hitler. Esses extremos, esses sociopatas históricos, tem sempre seus admiradores. Fanáticos! Aí é que reside o perigo. Por essas e outras, que admiro o jornalismo de raiz. Concluo lembrando da minha primeira coluna neste jornal. “Uma mentira dá uma volta inteira ao mundo antes mesmo de a verdade ter oportunidade de se vestir”. Esta célebre frase, escrita por Churchill, dá a dimensão do quanto a natureza humana é fértil para o desempenho de uma notícia falsa. Por isso, pode até surgir um jornalista corrupto, mas sempre haverá um outro disposto a desmenti-lo. A verdade demora, mas prevalece.

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