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Blog do Marcos Vinicius Simon Leite

Armas, Amor e flores

Por Marcos Vinicius Simon Leite

Recentemente, fiz uma viagem do norte gaúcho até a cidade de Telêmaco Borba, no Paraná. Para quem gosta de escrever, há sempre excelentes pautas pelo caminho. E nessa viagem, duas coisas me chamaram muito a atenção: a vida de uma pessoa que fui conhecer, pai de um filho especial e a quantidade de lojas de armamento que abriram nas cidades do interior, assunto que vou falar hoje. Notei que pelas estradas por onde andei, quase todas as cidades também exibiam outdoors do atual governante da nação. Porém, faltava algo que me inspirasse a falar em armas, um tema que muito já agradou meu filho Pedro, de 10 anos, mas que a mim já não agrada mais.

As armas

Foi então que li uma coluna do Carlos Gerbase. Eram os elos que faltavam. Em seu texto, o escritor e cineasta traça um paralelo entre armamento e violência. Ele cita que os canadenses possuem mais armas que os seus vizinhos americanos. Mas o povo dos confins setentrionais das américas não se lembra de recentes episódios de violência envolvendo armas, ao passo que os americanos sim. Volta e meia a gente se depara com essas notícias. Adiante ele conclui, dizendo que armas não atiram sozinhas e registra também, o aumento significativo do comércio de armas no Brasil. Aí que eu me refiro.

O Amor

Deixando a carona do texto do cineasta de lado, o que é difícil, acabo concordando. As armas não atiram sozinhas. Elas precisam de gente que as façam funcionar. Logo, o aumento expressivo de suas vendas pouco significaria, se as pessoas tivessem os pensamentos mais elevados. Em outras palavras, se as pessoas soubessem o que é amar ao próximo ou, na pior das hipóteses, apenas respeitar, as armas não representariam nenhum risco. Citei ontem em minha coluna, que o ódio é tudo, mas não imaginava que isso guardaria relação com a venda de armas. Infelizmente guarda. Se não há amor, há espaço para o ódio. Ele tem essa capacidade de ocupar os espaços vazios. Aí é que as armas podem se tornar perigosas, justamente. Quem tem arma, sempre tem a chance de matar alguém. E esse momento “lacração” que estamos vivendo, que nada mais é do que a pura falta de amor, a si mesmo e ao próximo, vemos a fragilidade atual de nossa sociedade. Como bem disse o Gerbase, nesse quesito, estamos mais para americanos do que para canadenses.

As flores

E toda essa discussão, me fez lembrar de uma música, que ao meu gosto, é muito linda. Pra não dizer que não falei de flores, de Geraldo Vandré. Sucesso nos tempos da repressão. Instigante, com viés desafiador, a letra traz importantes trechos, que faço questão de reproduzir:

  • Caminhando e cantando, e seguindo a canção, somos todos iguais, braços dados ou não;
  • Vem, vamos embora, que esperar não é saber, quem sabe faz a hora, não espera acontecer;
  • Há soldados armados, amados ou não, quase todos perdidos, de armas na mão.
  • Os amores na mente, as flores no chão, a certeza na frente, a história na mão.

Se formos analisar a letra, num viés filosófico, nos convencemos da beleza e profundidade da canção, desde que com amor. Por mais idade que tenha, a música segue atualíssima. Consegue transmitir que somos todos iguais, mesmo que não concordemos mais uns com os outros, se é que um dia já concordamos. Motiva as pessoas a evoluírem a “fazer a hora” e que quem não ama, de fato está perdido, com ou sem armas na mão, sem falar que a música sempre harmoniza, caminhando e cantando.

 

Coríntios 13

É por essas e outras que é importante a gente entender os fins e os meios. Não há problema algum em um governo incentivar a venda de armas, assim como não é obrigação de governo algum falar de amor, tampouco, incentivar o ódio. Amar é uma obrigação individual. Faz parte do propósito de cada um, indistintamente. É uma espécie de objetivo obrigatório na vida de cada ser humano. Um dever universal que nos é dado desde o dia em que somos concebidos. E para os críticos do amor, deixo aqui minha sugestão: vale a pena ler um pouco sobre a história de Geraldo Vandré. Tire você mesmo as suas conclusões. E pra não dizer que eu não falei de flores, segue outra música: Ainda, que eu falasse a língua dos homens e falasse a língua dos anjos, sem amor, eu nada seria (adaptação de Coríntios 13).

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