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Blog do Coluna do Leitor

Neide Piran

Para não perder o embalo do Sínodo para a Pan-Amazônia!

Por Coluna do Leitor

Neide L. Piran – prof. de Geografia (aposentada)

           

Padre Antoninho, Administrador Diocesano e homenageado da 21ª Feira do Livro de Erechim escreveu para esse Jornal, dias atrás, mensagens a partir do evento acontecido em Roma, salientando uma Igreja em saída, isto é, com a possibilidade de se fazer presente no mundo, na busca por um ideal. Como há muito o faz.

Associando-me aos bispos participantes do Sínodo e, em especial ao Pontífice, bem como novamente ao meu guru das questões climáticas Dr. Carlos Nobre do Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo (IEA-USP), informo que o mesmo foi o único brasileiro convidado para palestrar durante o evento. O motivo foi por ser um dos maiores especialistas em mudanças climáticas e em Amazônia. O cientista esteve entre os 12 convidados especiais para fazer pronunciamentos na primeira semana.

Ao falar, Nobre frisou que “Só um novo paradigma de desenvolvimento baseado na biodiversidade da floresta em pé e no saber tradicional, por meio do emprego de ciência e alta tecnologia pode trazer justiça social e riqueza sustentável para a região amazônica”.

Entre debates e reflexões sobre o tema aconteceu o lançamento do documento “Marcos Científicos para Salvar a Amazônia”, coordenado por Nobre e o economista americano Jeffrey Sachs, mas sendo assinado por 40 dos principais especialistas brasileiros e estrangeiros.

Parte do documento diz: “A devastação da Amazônia  está próxima de um ponto irreversível. Se isso ocorrer, a floresta irá desaparecer e trará problemas para o mundo inteiro. Em 30 ou 50 anos, entre 50 e 70% da floresta amazônica dará lugar a uma savana bem empobrecida, muito seca”, aponta. A primeira consequência é que a floresta é um grande reservatório de carbono e o seu desaparecimento e a substituição por uma savana, pela agricultura ou pela pecuária joga esse carbono todo na atmosfera, na forma de gás carbônico. A ciência pode muito apoiar um caminho sustentável em que a floresta e as populações tradicionais continuem a existir, sejam respeitadas e valorizadas e que tenham condições de ter uma melhor qualidade de vida justiça social.  

Ainda: “Há uma oportunidade emergente de desenvolver um novo paradigma sustentável que garanta que a floresta valha muito mais em pé do que derrubada. Sugere a utilização da melhor ciência e avançadas tecnologias da Quarta Revolução Industrial”. Convém recordarmos as suas características: aproximação entre o mundo físico, o digital e a biologia sintética.

A construção de laboratórios em meio à floresta será uma das providências para que as pesquisas sobre a biodiversidade avancem e possam reverter em ganhos econômicos para a região e renda para as populações que dela sobrevivem.

Parabéns à Igreja Católica e a outras que abrem suas portas para as questões emergentes da humanidade.

Que estes bons propósitos sejam nossos vigilantes.

 

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