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Blog do Igor Dalla Rosa Muller

A mobilização inter-regional tem que continuar

Plano B, C, D

Por Igor Dalla Rosa Muller

O evento com o senador Luis Carlos Heinze é importante de muitas maneiras, uma delas por estabelecer uma ligação e referência em Brasília para defender projetos relevantes nas mais diferentes áreas, da infraestrutura a saúde pública da região.

Outro ponto importante disso tudo é o fato de se estar aglutinando diferentes regiões e líderes em torno de um mesmo assunto: desenvolvimento econômico e social. Isto é, encurtando as diferenças ideológicas e partidárias, alinhando as ações para projetos efetivos que transformem a realidade local, deixando de lado os devaneios inúteis, ineficientes e egocêntricos. O foco agora é o coletivo.      

Por outro lado, traz ânimo e alento para muitos municípios do norte, nordeste do estado, que simplesmente são ignorados por sucessivos governos federais e estaduais quando se trata de investimentos públicos.    

Se faz necessário exaltar a iniciativa do senador e a sua preocupação com o desenvolvimento regional, principalmente, quando a região é fornecedora de muitos votos para vários candidatos a deputado estadual, federal e senador, inclusive Heinze, mas não consegue eleger um efetivo representante local, identificado com as questões daqui.

Líderes públicos e privados não esperavam essa postura do senador, ela foi surpreendente, quebrou a lógica habitual, já definida pelo titular dessa coluna, Rodrigo Finardi, como a caravana dos mendigos de gravata.      

Não quero jogar um balde de água fria em tudo que aí está, mas acredito que se está exagerando nos “poderes resolutivos” do senador Heinze. Por melhor que sejam as suas intenções, e por mais influente que seja, e é, ele não decide sozinho o destino dos recursos da bancada gaúcha federal.   

De maneira nenhuma quero frustrar esse momento, mas se avaliarmos pelo que consta no documento entregue as três principais rodovias solicitadas se chega a em torno de 140 quilômetros de asfalto, a um custo médio de R$ 1 milhão o quilômetro seriam aí R$ 140 milhões só para asfaltamento. O projeto do novo hospital Santa Terezinha gira em torno de R$ 110 milhões, ou seja, é muita coisa. E aí, como vai se dar isso?

No entanto, essa mobilização inter-regional tem que continuar e já começar a traçar o plano B, C e D, para o caso disso tudo não sair do papel.

Accie

O presidente da Accie, Fabio Vendruscolo, disse que o evento com o senador Luis Carlos Heinze foi o ponto de partida para dar início e encaminhamento as prioridades da região.   

Amau: “oportunidade única”

O presidente da Amau, Juliano Zuanazzi, um dos reflexos do evento é a relação institucional de um senador da república com prefeitos, comunidade e a região, que além de querer ouvir quer apontar alternativas para tentar resolver as demandas da região.

Na avaliação do presidente da Amau, o senador tem representatividade, relação com o presidente da república e capacidade de articulação junto aos demais parlamentares que compõem a bancada gaúcha federal. Tudo isso pode contribuir para um desfecho positivo. “Para nós é uma oportunidade única”, diz.

O evento teve a presença maciça da representatividade política da região Alto Uruguai, prefeitos e representantes da região da Zona de Produção e Amunor.

Esse grande quórum, segundo Juliano, se deu porque eles visualizam a possibilidade concreta de alguns projetos saírem do papel e virarem realidade. “A gente acredita que o que está sendo pautado deverá sair do papel. Essa é a nossa expectativa”, afirma.  

Prefeito Erechim: “Estamos olhando pela primeira vez para nós mesmos”

O prefeito de Erechim, Luiz Francisco Schmidt, disse que as estradas que estão sendo propostas são de vital importância para a interligação das regiões. E que se está perdendo espaço para Santa Catarina em função de ter mais asfaltos no outro estado ligando os municípios do estado. “Estamos olhando pela primeira vez para nós mesmos, essa é a importância dessa proposta levada para o senador Luis Carlos Heinze”, afirma Schmidt.

Janela de oportunidade

Para o presidente da Agência de Desenvolvimento do Alto Uruguai, Eduardo Angonesi Predebon, criou-se uma janela de oportunidade que, evidentemente, não pode ser perdida, porém, dependerá de uma mobilização séria e comprometida de todas as regiões envolvidas e favorecidas. “Pela experiência dos Institutos Federais com a solicitação de emendas de bancada, sei que será uma tarefa muito árdua e com resultados incertos”, afirma. Para Eduardo, infelizmente, o norte do Estado, por vezes, não consegue "força política" suficiente para levar a cabo suas demandas e projetos.

“Mas, de qualquer forma, o gesto do senador Heinze foi simpático e, de certa forma, reacende a esperança de, efetivamente, termos estas ligações inter-regionais iniciadas, quiçá, em algum momento do quadriênio, conclusas”, afirma.

Acessos asfálticos

Só para lembrar, o Alto Uruguai é a região que tem 11 municípios sem acesso asfáltico, a região com maior número sem qualquer conexão que não seja por estrada de barro e chão batido.   

A BR 153

Já tem dotação orçamentária para custear o projeto. E aí?  

Na mesma

Em 2018, o PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil cresceu 1,1% com relação a 2017, ou seja, não houve crescimento, se manteve praticamente estagnado.

Previdência

Segundo a coordenadora nacional da Auditoria Cidadã da Dívida, Maria Lucia Fattorelli, estudos da Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (ANFIP) mostram que mais de 70% dos municípios brasileiros o volume de recursos da Seguridade Social que chegam aos municípios supera o Fundo de Participação dos Municípios (FPM), o dinheiro que a União repassa aos municípios.

Para o economista, Eduardo Fagnani, cerca de 70% da economia estimada com a “reforma” incide sobre o INSS. “Para essa população, a ‘reforma’ coloca barreiras intransponíveis”. Para Fagnani, o sistema proposto exclui a população da Previdência, “porque as pessoas não irão conseguir comprovar as regras que estão sendo exigidas e vão pressionar a assistência social”.

Dívida pública

Há um consumo desenfreado, ilimitado, sem controle de recursos públicos com a dívida dos estados e da União. Aí pergunto, essa sangria que dura décadas não deveria ser também objeto de reformas radicais? Depois de cortar todos os recursos públicos das áreas sociais e de infraestrutura vai sobrar o quê? O momento atual do país e dos estados não é suficiente para mostrar que a situação só vai piorar, que a vida humana se tornou descartável e o importante é pagar os juros da dívida, que para muitos já foi paga? Quantos ainda terão que morrer por falta de atendimento médico, por falta de segurança pública, em péssimas estradas? Quando todos os recursos públicos forem drenados para tapar esse rombo insaciável haverá vida e uma sociedade produtiva?           

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