18°C
Erechim,RS
Previsão completa
0°C
Erechim,RS
Previsão completa

Publicidade

Saúde

alerta.jpg

Oncologistas chamam a atenção para os riscos de disseminação do melanoma

Por Assessoria de imprensa
Foto Divulgação

O câncer de pele é o mais incidente entre a população brasileira e corresponde a um total que ultrapassa a marca de 185 mil novos casos a cada ano - cerca de 30% de todos os tumores malignos registrados, de acordo com dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca). Entre os tipos deste câncer, o melanoma, que representa apenas 3% dos casos dos tumores de pele, tem um grau elevado de agressividade, o que aumenta as chances de letalidade. O melanoma costuma se manifestar por meio de pintas escuras que apresentam modificações ao longo do tempo.

O oncologista Juliano Coelho, destaca que, com o avanço do câncer, as células tumorais conseguem alcançar os vasos linfáticos e sanguíneos. “Quando elas "caem" nesses sistemas de irrigação, são levadas e "passeiam" por todo o organismo. Algumas dessas células conseguem se fixar e se desenvolver em outros órgãos, dando origem a metástases”, explica. A presença dessas metástases leva à classificação da doença como avançada ou metastática.

A oncologista, Caroline Albuquerque, alerta que os melanomas são responsáveis por 75% das mortes por câncer de pele e sua incidência vem aumentando mundialmente nas últimas décadas. Por isto, o diagnóstico precoce é tão importante porque pode alterar a evolução da doença e aumentar a sobrevida do paciente. “Em geral, o prognóstico é excelente para pacientes que apresentam doença localizada e tumores primários de 1,0 mm ou menos em espessura, com sobrevida em cinco anos alcançada em mais de 90% dos casos, enquanto a sobrevida a longo prazo em pacientes com melanoma metastático, sem o uso das terapias modernas é inferior a 10%, informa a oncologista.

Caroline afirma que a disseminação mais comum do melanoma é na cadeia de linfonodos regionais. “Mas este pode gerar metástases para praticamente qualquer local. As metástases distantes geralmente ocorrem na pele ou tecidos moles (incluindo músculos), nódulos distantes (ou seja, aqueles além da cadeia linfonodal regional), pulmão, fígado, cérebro, osso ou trato gastrointestinal, particularmente em o intestino delgado”, observa.

A prevenção e o diagnóstico precoce são as melhores formas de combater o câncer de pele e os cuidados devem começar ainda na infância. De acordo com a dermatologista Thais Corsetti Grazziotin, o melanoma pode se desenvolver a partir da pele normal, o que acontece em cerca de 70% das vezes, ou a partir de um sinal pré-existente, seja congênito (de nascença) ou adquirido. “Tanto os sinais benignos quanto o melanoma podem surgir em qualquer área do corpo. A área mais frequente de desenvolvimento do melanoma no homem é o dorso e nas mulheres, os membros inferiores. No entanto, qualquer parte do corpo é suscetível, incluindo palmas das mãos, plantas dos pés, couro cabeludo, genital, unhas”, alerta, citando, ainda, que o diagnóstico precoce é fundamental para melhorar as chances de cura da doença. “É preciso estar atento a sinais que modificam ao longo do tempo, mudam de cor, de formato, de relevo ou crescem. Feridas que não cicatrizam e lesões que coçam ou sangram podem ser câncer de pele. As características clínicas do melanoma seguem a regra do ABCDE: A – assimetria, B – bordas irregulares, C – cores variadas, D – diâmetro maior de 6mm, E – evolução ou modificação ao longo do tempo”, destaca Thais.